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Cidades & Geral

Executivo e caminhoneiros acertam flexibilização do bloqueio para evitar perdas econômicas

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Diante do risco de perdas econômicas e desabastecimento de produtos essenciais, autoridades locais e lideranças do movimento dos caminhoneiros chegaram a um consenso para flexibilizar o bloqueio realizado na MT-358 , no Trevo da Melancia, em Tangará da Serra.

O acordo ocorreu durante reunião na manhã desta sexta-feira (10), com as presenças do prefeito municipal, Vander Masson, do presidente da Câmara Municipal, vereador Fábio Brito, e do comandante Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Lara Filho.

Acordo foi motivado pela preocupação da sociedade local com problemas econômicos que possam ser gerados pelo bloqueio.

De acordo com prefeito, vereador e coronel, há uma preocupação da sociedade local com essa greve em virtude dos problemas econômicos que possam ser gerados. Em conversa com os representantes do Movimento, prefeito Vander, juntamente com presidente da Câmara, Fábio Brito, e o coronel Lara, sugeriram alguns encaminhamentos, que foram prontamente atendidos pelo movimento.

O prefeito Vander Masson e o presidente da Câmara, Fábio Brito, entendem que este é um ato justo e legítimo por parte dos caminhoneiros que reivindicam um preço justo nos combustíveis, preço justo no pedágio, bem como melhores rodovias estaduais e federais. Foi discutido também uma flexibilização da paralisação referente a possíveis prejuízos para Tangará da Serra e região, no qual os líderes que estavam na reunião entenderam a solicitação do prefeito do presidente da Câmara.

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Está agendado para amanhã uma grande reunião com os líderes do Movimento da Greve dos Caminhoneiros para discutir o que será feito nos próximos dias em relação à paralisação a nível nacional, estadual e regional.

Foi decidido que:

– Liberação da passagem dos veículos até as 13 horas do dia 10/09;

– Bloqueio das 13 horas até as 18 horas de hoje;

– Liberação das 18h às 19h de hoje;

– Bloqueio das 19h de hoje até às 8h de amanhã (11/09);

– Liberação dos caminhões que transportam carga viva, ração, produtos perecíveis, automóveis de passeio, ônibus e ambulâncias.

(Redação EB; com informações e foto-topo de Assessoria)

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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