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Cidades & Geral

Eventos: Comitê analisará alteração de decreto para retomada; Promotores preveem dificuldades

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Possíveis alterações no Decreto 169/2020 visando o retorno das atividades de eventos públicos e privados em Tangará da Serra serão analisadas pelo Comitê Interinstitucional de Controle e Monitoramento ao Coronavírus, com deliberação a partir da próxima semana.

Este é o status do setor de eventos em Tangará da Serra, depois da reunião de ontem (quinta, 26) à tarde, na prefeitura, entre o Executivo Municipal – através do prefeito Vander Masson e da secretária de Fazenda, Angela Nascimento da Silva – e representantes do segmento. Da reunião também participaram representantes da ACITS e CDL.

Apresentada aos organizadores de eventos pelo Executivo, através da Secretaria Municipal de Fazenda, a proposta prevê alterações na redação do artigo 25 do decreto 169/2020, que regula os assuntos relacionados à pandemia da Covid-19.

Na redação atual consta a suspensão de atividades que possam aglomerar pessoas, de qualquer natureza, públicas ou privadas, destinadas à população local, seja eventos abertos ou fechados e independentemente do número de participantes.

De acordo com a proposta, os eventos públicos e privados poderão ter som ao vivo e comportar públicos com limite de até 200 pessoas, incluindo a equipe de trabalho. No local do evento não poderá haver pista de dança e será obrigatório o distanciamento de três metros entre as mesas, com demarcação no chão, ao redor de cada uma delas.

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Adequação difícil

Representantes do setor veem dificuldades de adequação às medidas e condições que poderão ser impostas – caso aprovadas pelo comitê – para a retomada dos shows e eventos na cidade. “Acho difícil nos adequarmos a estas condições”, disse um representante do setor que participou da reunião.

Entre as dificuldades, os promotores de eventos enumeram a proibição de uso da pista de dança, que deverá conter mesas distantes três metros umas das outras. “Tem que ter álcool gel pra todo lado, inclusive com uma pessoa exclusiva nas entradas dos banheiros”, mencionou a fonte, que também questionou: “Se você cobra do cliente para ele se divertir, como vai proibir ele de dançar?”.

Outra dificuldade citada é a obrigação do uso de máscaras pelos frequentadores. Embora o uso de máscaras seja uma necessidade reconhecida, os representantes do setor veem a medida como impraticável nos shows e eventos. “As pessoas estão bebendo nestes eventos. Então, como é que vai beber e usar máscara? Como pode exigir isso do cliente?”, questiona um deles, que aponta: “Se a fiscalização pegar o cliente sem máscara, multa o estabelecimento”.

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A mesma fonte faz uma analogia com os bares, restaurantes e lanchonetes. “Lá dentro destes estabelecimentos, não se vê ninguém usando máscara. E por quê? Porque estão comendo e bebendo! Nosso caso não é diferente”, comparou.

Posição

O posicionamento do Comitê Interinstitucional de Controle e Monitoramento ao Novo Coronavírus sobre a proposta deverá ser divulgado na próxima semana.

Segundo informação levantada pela redação, os índices da pandemia (novos casos, casos ativos, índice de ocupação de leitos, mortalidade e atendimento a pacientes com sintomas) expressos no boletim diário emitido pelo comitê serão os primeiros aspectos a serem considerados no parecer.

Ontem, na reunião, o prefeito Vander Masson externou sua preocupação com o avanço da pandemia nas esferas nacional e estadual, além dos índices do próprio município. Por outro lado, o Executivo Municipal reconhece a situação difícil vivenciada pelo setor de shows e eventos em razão da pandemia.

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Anvisa alerta que testes de covid não detectam anticorpo, nem eficácia das vacinas

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A Anvisa divulgou esta semana um alerta reforçando que testes de covid -19 não comprovam a proteção da vacina. A Agência lembra que estes testes não devem ser usados para medir o nível de proteção contra o coronavírus após as pessoas se vacinarem.

O alerta da Anvisa informa que os testes de identificação da covid-19 registrados no país, vendidos até em farmácia, não tem a finalidade de indicar se a pessoa está protegida do vírus. Só confirma se a pessoa foi infectada ou não. Segundo a agência, esses testes não verificam o nível de proteção que cada pessoa tem contra a doença.

A Anvisa reforça que nenhum teste que detecta a presença de anticorpo (seja neutralizante, IGM, IGG ou outro) dão a garantia de imunidade e nem atestam qualquer nível de proteção contra a covid.

O professor da Universidade de Brasília, Wender Silva diz que, como estes testes não identificam a presença da proteína do coronavírus que a vacina combate, não conseguem medir a eficácia dos imunizantes. O professor Wender Silva reforça que, uma vez aprovadas, não é necessário se preocupar se as vacinas são eficazes e seguras.

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A Anvisa ainda alerta que não existe, até o momento, estudos indicam a quantidade de anticorpos neutralizantes necessária para garantir a proteção contra a covid-19. Esses anticorpos são os que evitam a entrada e multiplicação do coronavírus. E que também é preciso desenvolver outras pesquisas científicas para avaliar qual o grau de proteção é necessário contra a doença.

Para a Agência, ainda é preciso adotar as medidas preventivas contra o coronavírus, com uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social, mesmo após a vacinação.

(Agência Brasil)

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