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Economia & Mercado

Etanol de milho: Logística, mercado crescente e matéria prima atraem investidores

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A grande produção de milho e o crescente mercado de biocombustíveis, aliados à logística de transporte formam o tripé essencial para atração de investidores em plantas de etanol em Mato Grosso.

Estes fatores deverão compor o sustentáculo para um investimento conjunto em plantas de etanol de milho entre a comercializadora chinesa de commodities Cofco, o grupo brasileiro de grãos AMaggi e a Raízen, joint venture entre Shell e Cosan.

A informação sobre o provável investimento tem origem na Reuters, e faz sentido. O interesse de algumas das maiores empresas de energia e grãos do mundo reforça o bom momento do etanol de milho no Brasil. Além disso, as plantas apresentam, segundo especialistas do setor, alta rentabilidade ao produzirem, além do etanol, o DDGS (grãos secos por destilação), subproduto do processamento do milho de alto valor proteico para pecuária, e a geração de energia.

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As empresas tentam manter o maior sigilo possível. Porém, um engenheiro que trabalha para a Cofco em uma grande fábrica de etanol de milho em Zhaodong, na China, com capacidade produtiva de 1,2 bilhão de litros por ano, disse que a comercializadora de commodities, que opera quatro instalações de açúcar e de etanol de cana no Brasil, está analisando o cenário do etanol de milho em Mato Grosso. “Conversamos sobre a possibilidade de fazer um projeto semelhante no Brasil, eles estão avaliando”, afirmou, pedindo anonimato, já que as discussões são privadas.

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Outra fonte, um fornecedor da Cofco no Brasil, disse que a diretoria da gigante chinesa busca construir uma fábrica de etanol de milho perto da processadora de soja da empresa em Rondonópolis (MT).

Terminal da Ferronorte em Rondonópolis: Logística de transporte é condição básica para investimentos.

A instalação da Cofco tem acesso a ferrovia, que poderia ser usada no futuro para levar o combustível ao Sudeste, maior mercado consumidor do Brasil. “Infelizmente ainda não podemos comentar nenhuma iniciativa”, disse um porta-voz da Cofco quando questionado sobre os planos.

A Raízen também estabeleceu conversas com fornecedores de equipamentos para avaliar um investimento, de acordo com uma das fontes. “Nós nos encontramos com eles quatro vezes, nos arredores de São Paulo, mas eles ainda não se decidiram”, disse Peter McGenity, diretor de vendas da construtora de plantas de etanol norte-americana Lucas E3, sediada em Kansas.

Inicialmente, a Raízen negou possuir planos para a produção de etanol de milho no Brasil. Quando questionada sobre as reuniões com os fornecedores, no entanto, um representante da Raízen disse que a empresa “está alinhada às tendências do mercado para investimentos em energia renovável que atendam às necessidades ambientais de longo prazo”.

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Uma quarta fonte, que trabalha para uma empresa europeia que oferece serviços de engenharia para unidades de processamento de grãos, disse que a AMaggi também está trabalhando em um projeto de etanol de milho.

A AMaggi, maior trader brasileira de grãos, que possui três plantas de processamento de soja e se uniu à Bunge para transportar soja e milho pelo rio Amazonas e seus afluentes, disse que não pode comentar no momento sobre um possível projeto em etanol de milho.

Um porta-voz disse que a AMaggi fará “em breve” um anúncio sobre seus planos para biocombustíveis. Coincidência ou não, a trader contratou para um cargo executivo há pouco mais de um mês ninguém menos que Ricardo Tomczyk, ex-presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e membro fundador da Associação dos produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Tomczyk: Experiência e conhecimento do mercado motivou contratação como executivo da AMaggi.

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Economia & Mercado

ICMS congelado: “(…) Ninguém aguenta mais aumento no combustível”, afirma Mendes

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O governador Mauro Mendes (acima) afirmou que a proposta do Governo de Mato Grosso para congelar o preço médio do ICMS de combustível é uma forma de o Estado “fazer a sua parte” contra os sucessivos aumentos de preço. Além disso, o Governo também reduziu o ICMS da gasolina e do diesel, medida que passou a valer agora em janeiro.

Nesta semana, o Estado propôs manter o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis – que é o preço usado para a base de cálculo de cobrança do ICMS -, após o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ter decidido encerrar a medida.

A votação da proposta do Estado deve ocorrer nesta quinta-feira (27.01). O Confaz é composto por secretários de Fazenda de todos os estados, e membros do Ministério da Economia, e é o órgão responsável por deliberar sobre esse tipo de política, não sendo juridicamente possível a nenhum governador “congelar” o PMPF por conta própria.

Nesta semana, o Estado propôs manter o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis.

“Nós, como políticos, precisamos fazer aquilo que é melhor para a maioria da população. Nesse momento, ninguém aguenta mais o aumento de preço. A inflação está judiando, arrebentando com muita gente, principalmente aqueles que têm salários menores. Então é o momento de o Poder Público dar uma contribuição. E o que fazemos ao propor o congelamento de preço é dar essa contribuição com relação ao ICMS”, relatou o governador, durante entrevista à uma emissora de rádio da capital.

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Mauro Mendes explicou que, além do congelamento, também é necessário que a Petrobras pare de aumentar o preço do combustível nas refinarias.

“A Petrobras tem constantemente feito aumentos e a base de cálculo do ICMS é o preço do combustível. E o que nós estamos fazendo é congelar esse preço de 90 dias e mantê-lo congelado para efeitos de cálculo do ICMS. Entretanto, se a Petrobras continuar aumentando o preço do combustível lá na refinaria, vai continuar aumentando para o cidadão na bomba. Vira uma bola de neve, e quem paga essa conta é o cidadão. Temos que fazer o que é melhor para o cidadão e o cidadão mato-grossense concorda com isso“, declarou.

Também foi lembrado pelo governador que o Estado reduziu o ICMS de vários itens nesse ano, inclusive dos combustíveis.

“Na gasolina, saímos de 25% para 23%. No diesel, de 17% para 16%. No etanol é 12,5%, que é a menor alíquota do país. Também reduzimos o ICMS da energia elétrica de 27% para 17%, das telecomunicações de 30% para 17%, do gás GLP de 17% para 12%. É a maior redução de impostos do país”, pontuou.

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(Secom-MT)

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