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Estradas estaduais: Guaxe expõe realidade do contrato com governo para manutenção da MT-358

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Para que uma estrada tenha qualidade de tráfego, é preciso que o pavimento seja bom e que a manutenção seja constante, com reparos e correções sem postergações, além, é claro, da devida atenção do poder público.

Não é este o caso da MT-358, rodovia estadual com extensão de aproximadamente 160 quilômetros desde o entroncamento com a BR-364, na localidade de Itanorte, até Barra do Bugres.

A rodovia tem um histórico de más condições de trafegabilidade desde quando foi implantada, na década de 1980. Mas, o que os usuários da região servida pela MT-358 assistiram e ainda têm assistido é um verdadeiro descaso para com uma via de extrema importância para a região de Tangará da Serra/Nova Olímpia/Barra do Bugres.

Diante de tantas informações e desinformações a respeito da MT-358 – trecho Tangará da Serra ao Entroncamento da BR-364/Itanorte, a Guaxe Construtora e Terraplenagem procurou o Enfoque Business para expor uma realidade até então desconhecida do público.

Diretor da Guaxe, Márcio Aguiar (centro): “Reconstrução da estrada seria o certo, mas o governo optou pela conservação e manutenção”.

O diretor geral da Guaxe, Márcio Aguiar da Silva, e os engenheiros Sérgio Rastoldo Ribeiro e Cássio Murilo Cardoso Santos, fizeram um relato do que aconteceu a partir de 2014 – quando a empreiteira foi contratada pelo governo do Estado (ainda na gestão de Silval Barbosa) – passando pelo governo de Pedro Taques (2015 a 2018), até ano de 2020, já na gestão de Mauro Mendes.

Cronologia

A empreiteira assinou com a Secretaria de Infraestrutura do Estado contrato de manutenção e conservação na MT-358 – trecho Tangará da Serra ao Entroncamento da BR-364/Itanorte – em julho de 2014. Os serviços previstos neste trecho foram definidos a partir de levantamento de campo realizado em 2013. O relatório final destaca que “… essas rodovias necessitam de projetos mais aprofundados, pois são classificadas como ruins e/ou péssimas…”.

Trecho da MT-358 entre Tangará e serra: Paralisações ordenadas pelo governo somaram 53 meses em seis anos.

A primeira ordem de serviço para manutenção da MT-358 foi emitida para a Guaxe em 03 de novembro 2014, porém, no dia 30 do mesmo mês (em pleno início do período chuvoso), o governo emitiu uma Ordem de Paralisação. Ou seja, foram apenas 27 dias de trabalho de manutenção.

Após a primeira paralisação, em 2014, somente em abril de 2016 o governo emitiu uma ordem de retomada de serviço. Ou seja, se passaram 16 meses (entre os quais dois períodos chuvosos) até a retomada dos trabalhos, que seguiram por 03 meses até uma nova ordem de paralisação em julho de 2016.

Em abril de 2017 houve nova retomada, após 09 meses sem nenhum tipo de atividade de manutenção na via (incluindo mais um período chuvoso). Foram 10 meses de operações até nova ordem de paralisação em fevereiro de 2018 (novamente em pleno período de chuvas).

Em julho de 2018, mais uma vez, houve ordem de retomada, perdurando por apenas 03 meses.

Com fim do contrato da Guaxe, em dezembro de 2020, responsabilidade passou à concessionária Via Brasil a partir de janeiro de 2021.

Em julho de 2019, após outros 9 meses de paralisação (incluindo mais um período chuvoso – sendo com este o 6º período de chuvas após o levantamento do projeto, sem que houvesse nenhum tipo de serviço de manutenção e conservação), houve a retomada dos trabalhos.

Após essa retomada, a empresa atuou por 19 meses quando, em dezembro de 2020, o governo rescindiu o contrato com a Guaxe, por interesse próprio.

Trabalhos X Paralisações

Desde que assumiu os trabalhos com o governo, em outubro de 2014, até a rescisão do contrato, em dezembro de 2020, se passaram pouco mais de seis anos.

Neste período de 88 meses desde o levantamento inicial até a rescisão contratual, a Guaxe foi autorizada pelo governo a atuar na MT-358 por 35 meses. Os outros 53 meses foram de paralisações que incluíram nada menos que sete períodos chuvosos. Os motivos das paralisações, segundo a Guaxe, foram por determinação do governo.

Danos inevitáveis

Inconstância do governo entre 2014 e 2018 prejudicou manutenção da qualidade da rodovia.

As constantes paralisações nos trabalhos previstos no contrato entre Guaxe e governo tiveram uma série de consequências, desfigurando o objeto inicial do contrato. Segundo a Guaxe, durante o período que esteve com ordem de serviço, sempre manteve o trecho em boas condições de trafegabilidade e segurança.

A inconstância operacional do governo entre 2014 e 2018 triplicaram o tempo de entrega da MT-358 em boas condições de trafegabilidade. “O serviço que poderia ser feito em dois anos consumiu seis anos”, observou o engenheiro Sérgio Ribeiro.

À disposição

O diretor geral da Guaxe Construtora e Terraplenagem, Márcio Aguiar da Silva, reforça que o contrato entre Guaxe e governo assinado em 2014 tinha por objeto serviços de manutenção, conservação e melhorias. Ele, porém, destaca que o anseio da sociedade regional era pela reconstrução da estrada. “Seria o correto, mas o governo optou pela conservação e manutenção e foi o que cumprimos.”, disse.

Guaxe é responsável pelas obras da MT-339, entre Tangará e Panorama.

Márcio destaca que a Guaxe realizou outras obras em todo o estado, com qualidade reconhecida, tais como o trecho da a partir de Barra do Bugres até o entroncamento com a BR-163; a MT-240, entre Denise e Nova Marilândia, e a MT-343, também na região de Denise.

A empresa também foi responsável pelo recapeamento da Avenida Brasil, em Tangará da Serra, pelo pavimento da MT-480 no alto da serra de Deciolândia, o trecho da própria MT-358 no alto da Serra dos Parecis, além de obras na região do Araguaia e, também, na região de Juara, no norte do Estado.

Recapeamento da Avenida Brasil, em 2012, foi realizado pela Guaxe.

“Temos um histórico de serviços prestados e por isso estamos há 24 anos no mercado, período em que registramos um grande crescimento. A Guaxe está à disposição do cidadão e das entidades para mostrar as obras que realizou e que está realizando para participar do desenvolvimento de Mato Grosso e dos seus municípios”, declarou o empresário.

Fundada em Tangará da Serra no ano de 1998, a Guaxe mantém quatro polos de coordenação no estado: Tangará da Serra, Cuiabá, Araguaia e Norte. A empresa, que em 2022 celebra 24 anos de atuação no mercado, mantém um quadro de 700 colaboradores.

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Carvalima oferece ‘Conexão Tangará-Nortão’, com entregas na manhã do dia seguinte

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Um novo serviço está disponível na Carvalima Transportes desde a última segunda-feira (02/05). É o Conexão Tangará-Nortão, que interliga Tangará da Serra ao eixo BR-163, nas cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop (veja imagem do topo).

Com o Conexão Tangará-Nortão, o cliente posta a mercadoria hoje e ela estará no destino amanhã pela manhã, nos quatro municípios citados. O sistema é reverso, ou seja, vale para mercadorias postadas nas quatro cidades do Nortão com destino a Tangará da Serra.

O serviço é similar ao já prestado pela Carvalima entre Tangará da Serra e as cidades de Campo Novo do Parecis e Sapezal. “É uma operação que segue a nossa premissa básica em conciliar rapidez, qualidade e confiança, o que nos dá o diferencial pretendido pelo cliente no mercado de logística de transportes”, diz o gestor da unidade Carvalima de Tangará da Serra, Edson Hoffmann.

Presente no mercado há 33 anos, a Carvalima Transportes preza pela melhoria contínua, mantendo uma frota em constante modernização e um sistema de logística avançado, garantindo segurança no serviço de frete e, assim, a satisfação do cliente. A empresa, que nasceu em Tangará da Serra, atende Mato Grosso e outros 12 estados, além do Distrito Federal.

Endereço e contato

A Carvalima Transportes tem seu endereço em Tangará da Serra na rua Saturnino de Paula Silveira nº 472, esquina com rua Neftes de Carvalho (19) – Centro. O telefone é (65) 3326-1348; e-mail: [email protected] Home Page: www.carvalima.com.br.

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