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Atualização: Estiagem severa leva Executivo a decretar ‘Situação de Emergência’ por 60 dias

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O prefeito de Tangará da Serra, Fábio Martins Junqueira, decretou ‘Situação de Emergência’ pelo período de 60 dias em decorrência da estiagem prolongada que se abateu sobre a região e consequente escassez de água.

O decreto, de número 505, é datado de 24 de novembro e passa a valer oficialmente a partir desta quinta-feira (26).

Em razão da gravidade, a crise hídrica é qualificada no decreto como “desastre codificado como seca” e implica em restrição de vazão a outorgas de água para atividades agropecuárias, comerciais e industriais, uso de propriedades privadas pelo poder público em caso de necessidade, dispensa de licitação para ações de enfrentamento à crise hídrica, entre outras medidas emergenciais.

(*) Link do decreto: https://tangaradaserra.mt.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/505-decreta-estado-de-emergencia-estiagem.pdf

Situação

Rios com vazão baixa, reservatórios muito abaixo do nível ou praticamente secos, desabastecimento de água. Este tem sido o quadro em praticamente toda a metade sul de Mato Grosso neste final de mês de novembro.

Trata-se de um reflexo nefasto da estiagem severa que se abate na região, configurando-se numa grave crise hídrica e influenciando fortemente no abastecimento de água das cidades. Em Tangará da Serra, a situação é crítica ao ponto de obrigar o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) a lançar mão de caminhões-pipa para complementar o abastecimento.

Estação de Captação, Tratamento e Distribuição de Água (ETA), no rio Queima Pé, em Tangará da Serra: Estiagem motiva racionamento.

Segundo informações da autarquia, com o baixo nível dos reservatórios, a ETA Queima Pé consegue alcançar uma produção não superior a 150 litros por segundo, ante uma demanda normal de 320 litros. “Hoje está sendo abastecida a região central, mas infelizmente não estamos conseguindo abastecer 100%”, disse Hugo Leonardo, da equipe técnica do Samae, num grupo de WhatsApp.

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Assim, o abastecimento ocorre na região central da cidade, com os bairros sendo abastecidos por sete caminhões-pipa disponibilizados pela autarquia. “A partir de hoje (…), estamos com 7 caminhões para abastecer os bairros (…) enquanto estivermos tratando apenas 120 a 150 litros por segundo”, informou. “Infelizmente, dependemos das chuvas”, acrescentou Leonardo.

Outra informação é que o prefeito Fábio Martins Junqueira discute, no gabinete do Executivo, quais as medidas as serem adotadas para o enfrentamento da estiagem e da escassez de água. Uma das medidas – racionamento, em forma de rodízio no abastecimento – foi anunciada semana passada. Represas particulares localizadas à montante da ETA Queima Pé também estão em uso.

A licitação para aquisição de materiais do sistema de captação e adução do rio Sepotuba, apesar de já realizada, segue em compasso de espera a pedido do Ministério Público, que avalia as planilhas de custo e outros detalhes do certame.

O Executivo deverá se pronunciar ainda hoje sobre possíveis novas medidas para o enfrentamento de mais esta crise hídrica.

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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