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Economia & Mercado

Em Tangará, presidente da Aprosoja Brasil diz que crise é mundial e impulsiona custos da produção

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O presidente da Aprosoja Brasil, o mato-grossense Antônio Galvan (foto acima), disse em Tangará da Serra que o setor produtivo vê com grande preocupação o aumento dos custos de produção e que este é um reflexo evidente de uma crise de extensão mundial.

Galvan esteve em Tangará da Serra na última sexta-feira (19) a convite do empresário Alfredo Nuernberg, proprietário da Tratortecmaq, tradicional empresa local ligada ao agronegócio. Na oportunidade, o presidente da Aprosoja Brasil participou da entrega de cestas básicas doadas pelo Movimento Brasil Verde Amarelo a famílias em situação de vulnerabilidade. As cestas já começaram a ser distribuídas esta semana, através de parceria entre Polícia Militar e Rotary Clube Águas do Sepotuba.

Galvan esteve em Tangará da Serra a convite do empresário Alfredo Nuernberg, da Tratortecmaq.

Ao Enfoque Business, Antônio Galvan observou que a atual conjuntura econômica mundial impõe altas expressivas nos combustíveis e nos fertilizantes, elevando sobremaneira os custos da produção de alimentos. “Os aumentos acontecem mundialmente e os impactos são sentidos em todos os setores”, disse.

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O presidente da Aprosoja citou, como exemplo, a alta dos preços dos fertilizantes e outros insumos, que representam grande peso na planilha de custos das lavouras. “O fertilizante subiu 200% em dólar!”, destacou, acrescentando que o setor também teme o desabastecimento destes produtos no mercado em razão da crise mundial.

Galvan também aponta a disparada dos preços dos combustíveis como catapulta para os custos da produção agrícola. “Usamos muito combustível em todas as etapas da produção e, também, no transporte”, considerou.

No Brasil, para se ter uma ideia, o diesel já aumentou 65,5% em 2021, enquanto a gasolina subiu 73% até outubro, como resultado da alta dos preços do petróleo, que fechou nesta quarta-feira (24.11) cotado em US$ 82,18 no mercado internacional.

Toda esta conjuntura, segundo Galvan, martiriza o bolso do consumidor final. “Quem paga a conta é sempre o consumidor, que está na ponta. É inevitável”, afirmou.

Presidente da Aprosoja Brasil prestigiou entrega de cestas básicas doadas pelo Movimento Brasil Verde Amarelo.

Após a visita em Tangará da Serra, Antônio Galvan seguiu para Vilhena, em Rondônia, onde prestigiou, no dia seguinte (sábado, 20), a posse da nova diretoria da Aprosoja-RO para o biênio 2022/2023. A entidade é comandada no estado vizinho pelo produtor Valdir Masutti Júnior.

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Política

Sobre política, Antônio Galvan diz que os resultados das próximas eleições presidenciais são imprevisíveis e que o país sofre, atualmente, uma grande interferência entre poderes. “Há afrontas à Constituição”, disse, apontando a fraqueza do Congresso Nacional, em especial o Senado Federal.

Para Galvan, a liberdade de expressão no país está em xeque e o Senado, há muito, tem deixado a desejar. “É inerte (o Senado), não honra o dever que tem de defender a nossa Constituição do abuso flagrante que vem sofrendo”, finalizou.

Indagado pelo Enfoque Business sobre as ações do Supremo Tribunal Federal (que nem de perto tem conceito ao menos razoável na opinião pública e é, na prática, o grande cerceador da liberdade de expressão no país e, também, o poder que mais interfere nos demais), Antônio Galvan preferiu manter silêncio.

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Economia & Mercado

Segundo Fecomércio, décimo terceiro injetará R$ 2 bilhões na economia de Mato Grosso

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Um volume de recursos significativo – cerca de R$ 2 bilhões – circulará pela economia mato-grossense por conta do 13º salário. É o que prevê a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).

A entidade tem uma projeção positiva para este ano e destaca que o avanço da vacinação proporcionou a retomada da economia, quadro que permite uma estimativa de que mais de R$ 2 bilhões serão injetados na economia de Mato Grosso com o pagamento do décimo terceiro.

Estudo

Um estudo prévio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá identificou que ao receber a primeira parcela do décimo terceiro as pessoas vão priorizar o pagamento das dívidas, outros vão preferir pagar conta e economizar o dinheiro extra.

Pagar dívidas – 32,2%; Fazer novas compras – 23,8%; Economizar 21,7%

“Quem tiver dívida, o ideal é renegociar e pagar esses valores. As pessoas pagando suas dívidas diminuirá a inadimplência e os juros do crédito também devem cair, uma vez que a inadimplência é um dos principais fatores que elevam a taxa de juros”, disse o economista Emanuel Dalbian.

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O levantamento da CDL mostra ainda que a última parcela do décimo terceiro, que costuma sair perto do Natal, será usada pela maioria dos entrevistados para comprar presentes. Mas, é preciso ficar atento com as tentações.

Segundo o economista, a dica é fazer cálculos e ficar de olho nos juros cobrados pelo cartão de crédito.

(Com informações de G1)

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