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Economia & Mercado

Economia global: Como a invasão russa à Ucrânia pode mexer com o bolso do brasileiro

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A invasão da Rússia à Ucrânia terá impacto também no bolso dos brasileiros. O cenário tende a resultar em novos reajustes dos preços da gasolina, diesel e do gás, além da elevação dos preços do trigo e milho, o que pode manter a inflação e a taxa básica de juros em alta neste ano.

Os efeitos imediatos já foram sentidos com a disparada do preço no mercado glogal de petróleo nessa quinta-feira, com o brent superando US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014, e o dólar fechando em alta de 2,03%, a R$ 5,10, no Brasil, a maior valorização em cinco meses, após série de quedas e de chegar à casa de R$ 4,99, no dia anterior.

Conflito entre Rússia e Ucrânia refletirá no câmbio e nos preços de combustíveis e alimentos.

O desdobramento da guerra vai definir o caminho do dólar, de acordo com economista Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 e professor do Insper. “A inflação brasileira, a taxa básica de juros e o desdobramento da guerra serão muito importantes para direcionar o dólar para cima ou para baixo, com mais ou menos vigor”, explica Liao.

Leia mais:  Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

Segundo ele, a grande pressão que contribuiu para a série de queda da moeda norte-americana foi de investidores estrangeiros, atraídos pela taxa de juros de dois dígitos do Brasil. Esses investidores, que acompanham de perto os conflitos entre Rússia e Ucrânia, acabam saindo de lugares mais instáveis e vão para “portos seguros”, como os Estados Unidos, pressionando a nossa moeda.

“A grande análise que tem de ser feita é quanto pode piorar essa guerra. Estruturalmente, o dólar vinha caindo, mas, se essa guerra piorar, o nosso câmbio tende a sofrer muito mais, com a saída de recursos de investidores”, avalia o educador financeiro do C6.

Joaquim Racy, economista e professor de política internacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirmou que o primeiro impacto da crise, já apresentado pelos indicadores, está relacionado justamente às cotações do petróleo, da energia e do gás.

“Além do preço, há uma chance de desabastecimento, que pode trazer consequências inevitáveis para o mundo inteiro”, afirma Racy, ao citar a dependência que alguns países têm dos recursos exportados pela Rússia.

Os reflexos também podem manter a inflação no patamar mais elevado, assim como a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,75%. Para o economista Armando Castelar, pesquisador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve passar dos atuais 6% para 6,3%.

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“Além do preço, há uma chance de desabastecimento, que pode trazer consequências inevitáveis para o mundo inteiro”, afirma Racy, ao citar a dependência que alguns países têm dos recursos exportados pela Rússia.

Os reflexos também podem manter a inflação no patamar mais elevado, assim como a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,75%. Para o economista Armando Castelar, pesquisador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve passar dos atuais 6% para 6,3%.

Outro impacto do conflito, alertado por Imaizumi, é uma piora no fluxo das cadeias globais de produção que já estavam com problemas por causa da pandemia. Segundo ele, esse quadro pode se agravar agora, com aumento de preços de fretes internacionais, por exemplo.

(R7/Correio do Povo)

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Economia & Mercado

Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

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O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

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As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

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