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Domingo de Feira: Jiló e berinjela, a “dupla caipira” que enriquece a mesa do consumidor

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Nestes tempos de inflação e preços altos dos alimentos, é preciso identificar quais as opções mais em conta para a mesa da família. E, entre os hortifrutis, é preciso considerar os itens típicos da época, que sempre apresentam qualidade e preços mais atrativos.

Na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra, o consumidor encontra produtos frescos, de excelente qualidade e bons preços. E – é bem verdade – as hortaliças são alimentos que frequentam o dia a dia da mesa do consumidor.

Esta é uma vantagem da Feira do Centro para o consumidor, que tem muitas alternativas levar à mesa da sua família alimentos nutritivos, com qualidade e bons preços”, diz o presidente da Associação dos Feirantes, Valdeci Ferraz Aquino, que cita a berinjela e o jiló como disponibilidades interessantes, justamente por serem da estação.

A berinjela é de origem indiana e se adaptou muito bem no Brasil. Pode ser consumida frita, refogada, em conserva, empanada e, até mesmo, assada. É uma hortaliça rica em antioxidantes, benéfica ao coração e é fonte de vitaminas do complexo B. Tem, também, muito cálcio, magnésio e potássio. Além disso, ajuda a manter a pele saudável e contribui na prevenção de vários tipos de câncer.

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O jiló, por sua vez, embora seja visto como uma hortaliça, na realidade é um fruto. Pouco se sabe sobre suas origens, mas o mais provável é que tenha chegado ao Brasil pelas mãos dos povos africanos, no período da escravatura. Tem sabor peculiar, com certo amargor, mas é apreciado na culinária, podendo ser consumido frito, cozido ou em conservas. É fonte de fibras, combate a obesidade e é rico em carboidratos, proteínas, vitaminas A e C, e minerais como ferro e cálcio. É muito benéfico aos sistemas nervoso e vascular e, também, aos músculos.

A “dupla caipira” JILÓ & BERINGELA pode ser encontrada em inúmeros boxes dos setores “A” e “C” da Feira do Produtor, em todo o seu quadrante do lado da rua 24 (José Cândido Melhorança), colhidos em propriedades familiares do Assentamento Antônio Conselheiro, Córrego das Pedras, Bezerro Vermelho, Linha 12, e em praticamente todo o cinturão verde de Tangará da Serra.

(Assessoria Especial)

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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