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Deputado Chico Guarnieri solicita compra de equipamento para o Hospital do Câncer

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Acelerador linear (foto acima) permitirá uma ampliação de radioterapias realizadas pelo hospital

Ampliar o atendimento aos pacientes oncológicos do estado é o objetivo do Hospital de Câncer de Mato Grosso, mas para isso é preciso adquirir um equipamento e essa compra foi solicitada pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PRD). A estimativa de custo do aparelho e as modificações necessárias para a implantação na unidade hospitalar é de pouco mais de R$ 16 milhões.

A demanda foi apresentada pelo próprio hospital, durante uma visita da Comissão de Saúde, realizada no início deste mês, e que contou com a participação do diretor presidente da unidade hospitalar, Laudemi Moreira Nogueira, conforme explicou o deputado Chico Guarnieri durante a sessão desta quarta-feira (18.06).

Chico Guarnieri: “Temos muitas pessoas aguardando na fila de espera para realizar a radioterapia e precisamos que a Assembleia Legislativa interfira”.

O aparelho, em questão, é um acelerador linear (foto acima) que permitirá a ampliação da capacidade de atendimento radioterápico do HCAN, pois tornará possível a introdução de um novo regime de tratamento, o hipofracionamento. Dessa forma, passa-se a aplicar doses terapêuticas mais altas por sessão, utilizando-se menos sessões de tratamento, trazendo mais benefícios como a redução no tempo de tratamento e maior comodidade para os pacientes, impactando também socioeconomicamente na vida de daqueles pacientes vindos de outras cidades.

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“Temos muitas pessoas aguardando na fila de espera para realizar a radioterapia e, portanto, precisamos que a Assembleia Legislativa interfira e veja como podemos ajudar o hospital, o mais rápido possível. Não é que não tenha um aparelho de radioterapia, mas são equipamentos que precisam ser melhorados, já têm opções de alta tecnologia e que aumentarão em 40% a capacidade de atendimento”, enfatizou Chico Guarnieri.

Conforme o orçamento apresentado pelo hospital, o acelerador linear custa R$ 12.826.464,00 e para o uso desse equipamento é necessária a construção de uma sala de teleterapia, uma espécie de bunker, com valor estimado em R$ 3 milhões e outros aparelhos (chiller e nobreak) com custo de R$ 370 mil.

A nova tecnologia possibilitará também um maior controle tumoral e redução dos efeitos colaterais ao paciente, trazendo maior precisão na administração das doses de radiação, minimizando danos aos tecidos saudáveis.

“Somos um estado muito rico, destaque em muitas coisas, como o agronegócio, mas ainda há no que avançar. Esse aparelho não é luxo, é tempo, é agilidade, é mais eficiência, é cura, é vida para os nossos pacientes que estão em tratamento”, argumentou.

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(Assessoria)

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Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

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Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

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A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

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“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

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