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Delegado aconselha que agressores de mecânico se apresentem à polícia; Repercussão gerou ameaças

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A grande repercussão nas redes sociais das agressões de um jovem contra um mecânico por dívida no último final de semana, numa oficina de Tangará da Serra, fez com que o caso tomasse proporções inimagináveis. O caso repercutiu em vários aplicativos de redes sociais e, também, na imprensa local e de todo o estado.

A violência praticada pelo jovem identificado como Gustavo Henrique Albanez contra um mecânico, no interior de uma oficina, em Tangará da Serra, causou clamor público e revolta em toda a comunidade tangaraense.

Ameaças

Gustavo é o autor das agressões e é aguardado pela autoridade policial para responder a inquérito.

A sessão de tortura – que incluiu tapas, socos, chutes e até uma garrafada na cabeça da vítima, além da humilhação – foi filmada na íntegra por um cúmplice de Gustavo e postada nas redes sociais.

Ainda no sábado, várias postagens em redes sociais expressaram a revolta de populares, havendo até mesmo ameaças de represálias contra os agressores. Entre as postagens, algumas sugerem ser de uma facção criminosa (Veja imagem do post ao final do texto), cujos membros estariam se mobilizando para localizar Gustavo e o autor da filmagem do espancamento.

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Inquérito

A repercussão e a revolta fizeram com que o caso fosse parar na Polícia Civil, que passou a investigar o caso através de inquérito instaurado pelo delegado Adil Pinheiro. Surpresos com a repercussão do caso, Gustavo e o cúmplice sumiram.

Preocupado com a repercussão e as ameaças, o delegado sugeriu, em entrevistas concedidas à imprensa local, que os infratores se apresentem às autoridades policiais o quanto antes, já que há riscos evidentes à vida dos acusados.

Inquérito foi instaurado pelo delegado Adil Pinheiro.

Adil Pinheiro destacou que o inquérito terá, em princípio, prazo de conclusão de 30 dias. As postagens nas redes sociais integram as peças do inquérito. A vítima já foi contatada pela Polícia Civil e, segundo o delegado, estaria assustada e vacilante em se apresentar para depor.

Segundo informações extraoficiais, o caso também já seria de conhecimento do Ministério Público, através da Promotoria Criminal de Tangará da Serra.

Manifestações

O agressor, Gustavo, e o seu cúmplice e autor da filmagem da sessão de tortura seguem foragidos, ao menos até a manhã desta segunda-feira. Em postagem nas redes sociais, Gustavo disse reconhecer os excessos, mas sustentou que a vítima teria “errado” por estar devendo certa quantia (R$ 500,00) que, segundo ele, não seria “apenas, 200, 300 ou 400 reais como falam(…) ele não apanhou de graça”. O post aumentou a revolta na comunidade.

Brutalidade das agressões contra mecânico revoltaram comunidade e repercutiram em todo o estado.

Gustavo Albanez, segundo informações, é filho de um antigo locatário de um posto de combustíveis localizado na Vila Goiás.

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Em nota de esclarecimento nas redes sociais, os proprietários do estabelecimento negaram qualquer tipo de ligação familiar ou relações de amizade com a pessoa de Gustavo e do seu cúmplice, sustentando que não compactuam com o comportamento, nem com ações de violência como a perpetrada pelos infratores.

Abaixo, imagem de ameaças de facção criminosa contra os agressores, em postagem no WhatsApp

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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