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Economia & Mercado

Decisão de Fachin ‘queima’ Judiciário, derruba bolsa, amedronta investidores e leva dólar a R$ 5,84

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Desconfiança, insegurança jurídica, bolsa em queda, dólar em alta, credibilidade do Judiciário em baixa… Estes são apenas alguns dos efeitos desencadeados pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em anular os processos contra o ex-presidente Lula pelo ministro Edson Fachin nesta segunda-feira (8) fez a bolsa de valores brasileira acelerar seu processo de queda.

Ontem (segunda, 08), em menos de dez minutos, o Índice Bovespa saiu de uma queda de 1,50% para 2,95%. Perto das 15h56, o Ibovespa caía 3,30%, aos 111.395 pontos. O dólar subiu 1,75%, e bateu R$ 5,7719. No fechamento, o Ibovespa operava a 110.611,58 pontos, enquanto o dólar encerrou o dia em alta de 1,67% cotado a R$ 5,778 na venda.

Nesta terça-feira, o dólar abriu nesta terça-feira (09.03) negociado a R$ 5,84, com tendências de alta durante o dia. O patamar é praticamente o mesmo de maio do ano passado, no auge da pandemia do novo coronavírus, quando a moeda americana bateu seus recordes, chegando a R$ 5,88.

Medo no mercado

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O consultor financeiro Silvio Azevedo, em entrevista à editoria de Economia do portal ‘Ig’, apontou alguns motivos para a queda do Ibovespa e para a alta do dólar diante deste cenário. O primeiro deles é o medo do mercado financeiro em relação a possíveis atitudes do presidente Jair Bolsonaro diante da decisão de Fachin. “Bolsonaro pode ter uma reação muito forte contra o Supremo agora, então o mercado teme uma possível revolta populista dele com a ideia de tomar poder”, explica o consultor.

Além disso, a possibilidade de Lula voltar à corrida eleitoral também não agrada os investidores, o que gera essa mudança no mercado. Para o economista, ninguém no mercado financeiro quer a volta de Lula ao poder, dada à sua instabilidade.

Judiciário sem credibilidade

Silvio ainda afirma que a credibilidade do sistema judiciário brasileiro também assusta os investidores. De acordo com ele, o fato de a decisão ter sido revertida após anos pode fazer com que o mercado desconfie de toda a Justiça do país. “O terceiro fator, que a gente tem que trazer muito à tona, é a falta de credibilidade, muitas vezes, do processo judiciário brasileiro. Isso mostra que, em um país democrático como o nosso, podem existir falhas, desvios de condutas e muita questão política, o que diminui a credibilidade no cenário internacional”.

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Nesta segunda-feira, Fachin concedeu habeas-corpus a Lula alegando que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tem competência para julgar os quatro casos do petista na Lava-jato – o do triplex, o do sítio de Atibaia, o do Instituto Lula e o de doações para o mesmo instituto.

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Economia & Mercado

Diesel e gasolina ainda sem alíquota reduzida de ICMS; Altas em 2021 chegaram a 44%

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A gasolina e do diesel em Tangará da Serra ainda estão sendo comercializados com incidência de alíquota de 25% e 17% de ICMS, respectivamente.

Os preços já com as alíquotas reduzidas de 23% e 16% serão praticados somente após as primeiras aquisições de cargas pelos postos de combustíveis. A informação foi levantada pelo Enfoque Business junto a estabelecimentos.

A redução de 2% na alíquota de ICMS representará de R$ 0,10 a R$ 0,14 a menos no preço do litro da gasolina nas bombas, assim que passar iniciar a comercialização dos novos estoques.

Desde o último sábado (01/01/2022) vigora o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) implementado pelo Governo de Mato Grosso sobre a energia elétrica, a comunicação, o gás industrial, a gasolina e o diesel.

As reduções das alíquotas estão determinadas pela Lei Complementar nº 708, sancionada pelo governador Mauro Mendes em dezembro.

No país

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum subiu 44,3% e o do diesel, 44,6%, nos postos de combustíveis do país em 2021.

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A gasolina começou o ano, em janeiro passado, com o valor médio de R$ 4,622 enquanto o diesel estava em R$ 3,696 o litro. Em dezembro, os combustíveis fecharam o ano com uma média de R$ 6,670 e R$ 5,347 respectivamente.

O preço dos combustíveis foram um dos principais motivos para a alta da inflação em 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) terminou 2021 com alta de 10,42%, valor quase três vezes acima da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%.

Só em dezembro, a alta do IPCA-15 foi influenciada, principalmente, pelos preços dos combustíveis (+3,4%) e, em particular, da gasolina (+3,28%). Além disso, os preços do etanol (+4,54%) e do óleo diesel (+2,22%) também subiram, embora as variações tenham sido menores que as do mês anterior (7,08% e 8,23%, respectivamente).

(Redação EB, com informações de R7)

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