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Saúde Pública

Covid-19: Tangará da Serra retorna para risco baixo; Cabaçal e Salto do Céu sob alto risco

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou nesta quinta-feira (21.01) o Boletim Informativo n° 319 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento aponta, a partir da página 9, que os municípios de Reserva do Cabaçal e Salto Céu configuram com risco alto de contaminação pela Covid-19. (Ver boletim no link: http://www.saude.mt.gov.br/informe/584)

Já 21 municípios do Estado apresentam classificação com risco moderado para o coronavírus. São eles: Cuiabá, Sorriso, Várzea Grande, Cáceres, Barra do Garças, Sinop, Rondonópolis, Alta Floresta, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Juara, Colíder, Primavera do Leste, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’Oeste, Nova Canaã do Norte, Nova Lacerda, Apiacás, Carlinda, Rio Branco, Castanheira.

Os outros 118 municípios estão na classificação “baixo”, indicado pela cor verde, e não apresentam altos riscos de contaminação.

Tangará da Serra

Depois de estar enquadrado risco moderado de contaminação até a última segunda-feira (18.01), Tangará da Serra voltou a ser considerada de risco baixo, apesar do aumento do número de casos e das internações.

Enquanto na segunda-feira a Taxa de Crescimento de Contaminação (TCC) era de 1,87%, ontem (quinta, 21) a TCC era de 1,25%.

Segundo o último boletim epidemiológico (Ver boletim ao final da matéria), o município soma 9.035 casos acumulados desde o primeiro caso da doença, em abril do ano passado. Os casos ativos somam 112 (79 pacientes em isolamento e 33 internados em enfermarias e UTIs), enquanto os óbitos já chegam a 127, sendo 25 somente neste mês de janeiro.

Conforme apurado pelo Enfoque Business, a média de casos ativos no município neste mês de janeiro é 162, enquanto a média diária de atendimento de pacientes com sintomas da doença é 385.

Dos pacientes que contraíram a doença, 8.796 (97,35%) alcançaram a cura. A taxa de ocupação de leitos enfermarias e UTIs em Tangará da Serra é de, respectivamente, 50% e 92%.

Classificação

O sistema de classificação que aponta o nível de risco é definido por cores: muito alto (vermelho), alto (laranja), moderado (amarelo) e baixo (verde). De acordo com a definição dos riscos, é necessária a adoção de medidas restritivas para o controle da propagação do coronavírus nas cidades.

Os indicadores de classificação de risco são atualizados duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, e os resultados são divulgados nos Boletins Informativos da SES.

Recomendações aos municípios

Por meio do Decreto Estadual nº 522, de 12 de junho de 2020, o Governo de Mato Grosso faz diversas recomendações aos municípios classificados com risco baixo, moderado, alto e muito alto de contaminação pelo coronavírus.

As orientações para os municípios classificados como risco baixo são: evitar circulação de pessoas pertencentes ao grupo de risco, conforme definição do Ministério da Saúde; isolamento domiciliar de pacientes em situação confirmada de Covid-19; quarentena domiciliar de pacientes sintomáticos em situação de caso suspeito para de Covid-19, entre outras.

Para os municípios classificados com o risco moderado de contaminação pelo vírus, o Governo recomenda a implementação e manutenção de todas as medidas previstas para o nível de risco baixo, além de quarentena domiciliar para pessoas acima de 60 anos e grupos de risco definidos pelas autoridades sanitárias; suspensão de aulas em escolas e universidades.

Já para os municípios classificados com alto risco de contaminação pela doença, as recomendações anteriores são mantidas e acrescentadas novas orientações como: proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração; proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos e adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória.

 

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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