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Saúde Pública

Covid-19: Tangará da Serra conta 300 óbitos e vê superlotação em UTIs; TCC é de 19,3%

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Chegam a 300 as vítimas fatais da Covid-19 em Tangará da Serra, desde o primeiro caso da doença na cidade, em abril do ano passado. O trágico número consta em boletim (ver ao final do texto) divulgado pelo município agora a pouco. Do total de óbitos, 18 ocorreram somente neste mês de junho.

De acordo com o boletim, o total de pessoas que contraíram a doença na cidade desde o início da pandemia é de 14.716, sendo que, destas, 14.127 (96%) alcançaram a cura. Os casos ativos nesta segunda-feira somam 289, com 229 em isolamento e 60 internados.

Nas últimas 72 horas, 619 pessoas procuraram a URA, no Hospital Municipal, alegando sintomas de Covid-19.

A ocupação de leitos preocupa. Os 20 leitos públicos de UTI, no Hospital Municipal, estão ocupados, ao mesmo tempo em que 23 (82,14%) dos 28 leitos públicos de enfermaria se encontram ocupados.

Entre os leitos privados, a ocupação dos leitos extrapolou o limite, com uma taxa de ocupação de 105%, ou seja: 21 pessoas estão internadas em UTI no hospital particular com ala para atendimento a pacientes acometidos pela doença.

Já a taxa de crescimento da contaminação (TCC) segue declinando, com um percentual de 19,3% nesta segunda-feira.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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