conecte-se conosco


Saúde Pública

Covid-19: Risco de falta de insumos já preocupa na capital; Em Tangará, assunto motiva reunião

Publicado

A baixa dos estoques de insumos para tratamento de pacientes internados com Covid-19 já é preocupação dos municípios em estado de Mato Grosso, em especial a capital, Cuiabá, onde os estoques estão baixos.

A maior preocupação está relacionada às UTIs, onde as altas taxas de ocupação de leitos tem levado à baixa dos estoques de insumos para sedação, bloqueadores musculares e, ultimamente, de oxigênio para respiradores.

Em Tangará da Serra, o caso será tema de reunião na tarde desta sexta-feira (19) entre os membros da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. A partir dessa, outra reunião deverá ser convocada, desta vez com o Executivo e a direção do Hospital Municipal para avaliar a situação. “Existe esta preocupação, no Brasil inteiro… Vamos reunir hoje à tarde, com o relator e o membro da comissão e, posteriormente, convocar uma reunião com o prefeito e a secretária de saúde e, também, com o pessoal do Hospital Municipal, para verificarmos como está a nossa situação, aqui em Tangará da Serra”, disse o vereador Doutor Bandeira, que preside a Comissão de Saúde do Legislativo.

Bandeira: “Vamos alertar que é necessário ter estoque… A falta desses insumos seria o caos”.

Por outro lado, Bandeira confirma informações de que em Cuiabá a baixa nos estoques já é motivo de preocupação. “Em algumas UTIs o estoque já está chegando a ‘zero’. Por isso, de qualquer forma, aqui em Tangará da Serra, vamos alertar que é necessário ter estoque. A falta desses insumos seria o caos”, completou o vereador.

Leia mais:  Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

Consultada pelo Enfoque Business, a secretária de Saúde do município, Gicelly Zanata, afirma que, por enquanto, não há risco de falta de insumos – especialmente oxigênio – na ala Covid, mas não descarta essa possibilidade em caso de aumento da demanda.

Oxigênio

O diretor de Logística do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, classificou ontem (quinta, 18) como perigoso o cenário de abastecimento de oxigênio medicinal no país.

Em audiência pública na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, ele pediu apoio dos parlamentares para que o Congresso e o Ministério da Saúde se empenhem em uma mudança legislativa com urgência, para que as grandes empresas não se recusem a abastecer carretas de envasadores que atendem principalmente cidades do interior.

“O cenário atual é perigoso, podendo levar ao desabastecimento de oxigênio medicinal na ponta, especialmente em pequenos hospitais e municípios do interior”, alertou acrescentando que a expectativa da falta perigosa desse produto na ponta da linha, nos pequenos hospitais, é de poucos dias.

Leia mais:  Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

Representantes de empresas de produção e distribuição do gás do país também participaram da audiência e responsabilizaram a falta de planejamento das Secretarias de Saúde quanto à demanda do produto pela fabricação do material menor que a necessidade.

Aos senadores da Comissão Temporária da Covid-19, os empresários também ressaltaram a dificuldade em transportar o insumo e pediram que motoristas e técnicos entrem no grupo prioritário na fila de vacinação.

Já o representante da Air Liquid Brasil, Rafael Montagner, disse que a demanda dos hospitais aumentou 10 vezes acima do que estava previsto. “A dificuldade é a falta de previsibilidade para produção para que a empresa possa se organizar”, reforçou acrescentando que outro problema da falta de planejamento é a falta estrutura de armazenamento do gás pelas unidades de saúde. “É um desafio de transporte e estocagem dos hospitais”.

Para otimizar o abastecimento, o presidente da Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), Ciro Marino, cobrou que o Ministério da Saúde centralize essa logística, para que o setor produtivo se concentre apenas na produção.

publicidade

Saúde Pública

Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

Publicado

O aumento nos casos de Covid-19 neste mês de junho em Tangará da Serra é, uma vez mais, motivo de alerta. Em 15 dias, o município registrou 844 novos casos, saltando de 23.660 casos acumulados em 13 de junho para 24.504 desde o primeiro registro da pandemia no município, em abril de 2020.

Segundo dados contidos no boletim divulgado nesta terça-feira (28.06) pela Secretaria Municipal de Saúde, Tangará da Serra conta com 307 casos ativos, um aumento de 357% nos últimos 15 dias (86 ativos em 13 de junho). Somente nas últimas 24 horas foram diagnosticados 128 novos casos da doença entre os tangaraenses, o que significa quase seis vezes mais no período de duas semanas (23 em 13 de junho). (Boletim atualizado a seguir)

Dado positivo é que não há nenhum paciente do município internado em UTI, enquanto os internados em enfermaria somam 11. Neste mês de junho há registros de dois óbitos ocasionados pela doença.

A secretária de Saúde do município, Gicelly Zanatta, concederá entrevista coletiva sobre o atual quadro da pandemia em Tangará da Serra logo mais, às 15h30. A pauta será a vacinação contra a doença, mas há possibilidade de anúncio de medidas restritivas, como uso de máscaras em locais públicos.

Leia mais:  Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

91% com vacinação incompleta

Dos 101 pacientes que estão internados pela Covid-19, em UTIs de Mato Grosso, 91% não completaram o esquema de vacinação. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

O dado preocupa as autoridades, pois demonstra que a falta da imunização é hoje o principal motivo do crescimento de pacientes infectados e internados em estado grave. Ou seja, hoje, dia 28 de junho, são 92 pacientes que estão na UTI e que não tomaram todas as doses da vacina.

“Já se passaram mais de dois anos que a pandemia teve início e está comprovado que a vacinação foi a grande responsável por nós termos retornado as atividades normais, como ir para a escola, passear, retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras, mas, infelizmente, as pessoas insistem em não fazer o principal, que é completar o esquema vacinal”, destacou a secretária de Estado de Saúde Kelluby de Oliveira.

Kelluby ainda afirmou, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, que infelizmente esses pacientes “escolheram não se vacinar e a coletividade é que está pagando por isso”. “As pessoas precisam se conscientizar que tomar todas as doses não protege só quem é vacinado, mas toda a coletividade. Reduz a transmissão do vírus e as chances de quem é infectado com a covid seja levado para uma UTI”, acrescentou.

Leia mais:  Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

Atualmente não há falta de vacina no Estado. A secretaria tem recebido as doses do Ministério da Saúde e encaminhado para os municípios de acordo com a demanda apresentada. Estão em estoque na Rede de Frio do Estado e nos 15 Escritórios Regionais de Saúde, um total de 646 mil doses, entre Coronavac, Pfizer, Astrazeneca, Pfizer pediátrica e Jansen.

Números em MT

Mato Grosso tem confirmado 759.242 casos de Covid-19, sendo registrados 14.984 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Dos 759.242 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.313 estão em isolamento domiciliar e 734.260 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 65 internações em UTIs públicas e 76 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 78,65% para UTIs adulto e em 15% para enfermaria adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (135.575), Várzea Grande (53.603), Rondonópolis (44.288), Sinop (34.357), Tangará da Serra (24.504), Lucas do Rio Verde (23.397), Sorriso (23.317), Primavera do Leste (22.715), Cáceres (17.473) e Alta Floresta (17.013).

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana