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Saúde Pública

Covid-19: Região do polo Tangará soma quase 10 mil casos em janeiro, com 2,4 mil ativos

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A região de influência socioeconômica de Tangará da Serra registrou 9.781 casos de infecção pelo novo coronavírus no mês de janeiro, de acordo com levantamento realizado pelo Enfoque Business com base nos dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Os casos registrados no primeiro mês do ano representam um aumento de 20% sobre os casos acumulados em 31 de dezembro do ano passado, o que atesta o potencial de transmissão da variante ômicron do vírus. (Veja tabela a seguir)

A região de referência soma 303,8 mil habitantes em 14 municípios no quadrante desde Diamantino/Alto Paraguai (leste) a Sapezal/Campos de Júlio (oeste), e desde Campo Novo do Parecis (norte) a Barra do Bugres (sul), levando em consideração a interatividade socioeconômica entre as cidades.

Arenápolis teve, em janeiro, aumento de 26,8% nos casos de Covid-19.

Nesta grande área, os casos acumulados desde o início da pandemia, em março/abril de 2020, somaram 57.189 em 31 de janeiro (ontem) contra 47.408 em 31 de dezembro.

Os casos ativos em 31 de janeiro somaram 2.448, sendo 2.271 pacientes em isolamento e 177 internados em UTI/enfermaria. Os óbitos na região levantada chegam a 930 desde a primeira fatalidade registrada em 2020.

Situações distintas

Entre os 14 municípios, a média percentual de aumento de casos em janeiro é de 20,6%. Porém, há situações distintas entre os municípios da área de referência. (Veja gráfico comparativo)

Em Porto Estrela, por exemplo, os casos notificados em janeiro representaram um aumento de 49% em relação aos casos acumulados pelo município em 31 de dezembro.

Denise teve 41% a mais de casos no mês encerrado ontem, enquanto em Barra do Bugres e Nova Marilândia esse índice ficou em mais de 39%.

Por outro lado, a variação de novos casos entre 31 de dezembro e 31 de janeiro ficou bem abaixo da média regional nos municípios de Nova Olímpia (0,98%), Alto Paraguai (1,94%) e Campos de Júlio (4,81%).

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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