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Saúde Pública

Covid-19: Por queda nos índices da pandemia, município desativará 10 leitos de UTI

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A redução nos números da pandemia do novo coronavírus fará o município de Tangará da Serra desativar 10 dos 20 leitos destinados exclusivamente a pacientes acometidos pela Covid-19. O anúncio é da secretária de Saúde, do município, Gicelly Zanatta.

(Veja números nos tópicos, mais adiante)

Segundo ela, a desativação acontecerá em 09 de outubro. A secretária destaca que a desativação ficou decidida após o município verificar a diminuição significativa do número de pacientes internados e nos demais índices da pandemia.

A partir daí, a decisão pela desativação também levou em conta o aspecto econômico. Os 10 leitos a menos representarão uma economia diária de R$ 20 mil, o equivalente a R$ 600 mil mensais, na medida em que a diária de cada UTI é paga com ou sem pacientes. “Não pagamos pela diária executada, mas sim pelo serviço disponível”, observou Gicelly Zanatta em entrevista à imprensa, na manhã dessa sexta-feira (24).

Números e comparativos

De acordo com boletim oficial divulgado nesta sexta-feira, Tangará da Serra conta com 17.685 casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus desde o primeiro caso registrado no município, em 01 de abril do ano passado.

(Veja boletim, ao final do texto)

Com esta marca, o município é o sexto colocado no estado em número de casos, atrás de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso.

Nas últimas 24 horas, foram notificados sete novos casos. Há um mês, em 24 de agosto, foram 24 notificações.

Os casos ativos, hoje, somam 49 (12 pacientes internados e 37 em isolamento domiciliar). No dia 24 do mês passado, os casos ativos somavam 87, com 23 internados e 64 isolados.

Os óbitos somam três neste mês de setembro, num total de 358 desde a primeira fatalidade ocasionada pela Covid-19, ano passado. Em 24 de agosto, os óbitos somavam 21.

Internados e comparativos

Entre os leitos de UTI e enfermaria, a ocupação das UTIs públicas está em 20% (dos 20 leitos, 04 estão ocupados, sendo um deles por paciente de Tangará da Serra).

Nas UTIs privadas não há leitos com pacientes, enquanto nas enfermarias públicas, apenas um (4%) dos 28 leitos está com paciente.

Há um mês, em 24 de agosto, a taxa de ocupação de leitos era de 80% (16 leitos dos 20) das UTIs públicas; 64% das UTIs privadas (dos 11 leitos disponíveis, 07 estavam ocupados), e 14% dos leitos de enfermaria (04 leitos ocupados de um total de 28).

Quanto aos pacientes que procuram a URA do Hospital Municipal alegando sintomas, o boletim de hoje apontou 71 procuras, contra 172 em 24 de agosto.

 

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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