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Saúde Pública

Covid-19: Município tem cinco dias para reduzir contaminação em 1/4 e evitar lockdown

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A medida extrema no combate à pandemia do novo coronavírus – lockdown – está mais próxima de ser imposta em Tangará da Serra. Boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado nesta quinta-feira, os índices da Covids-19 continuam altos no município.

Nesta quinta, porém, o destaque negativo fica por conta da taxa de crescimento da contaminação (TCC), que se situa em 24%, numa diferença a maior de seis pontos percentuais em relação à meta de 18%, parâmetro estabelecido pelo Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus para que seja dispensada a imposição de lockdown a partir do próximo dia 09.

Assim, com a TCC em 24%, para que não seja decretado lockdown no município, é preciso reduzir o índice de contaminação em 1/4 (a quarta parte), ou 25%, em apenas cinco dias, já que a data limite estabelecida pelo Comitê para que seja alcançada a meta de 18% é o próximo dia 08.

Na prática, o município teria de baixar 1,2 ponto percentual por dia, reduzindo na mesma proporção os indicadores da Covid-19, que incluem, os casos novos, os casos ativos e as internações em leitos de enfermaria e UTI.

Para se ter uma ideia, no último dia 27 (quinta-feira), a TCC do município era de 23%. Em uma semana, esse índice subiu um ponto percentual.

Números

O boletim também revela que o município acumula 14.134 casos desde o primeiro caso registrado, em abril do ano passado. Deste contingente, 13.429 pacientes alcançaram a recuperação, perfazendo uma taxa de cura de 95%. (Veja boletim atualizado ao final do texto)

Nas últimas 24 horas foram registrados 144 novos casos. Os casos ativos somam 418, com 356 pacientes em isolamento domiciliar e 62 internados. Os óbitos acumulados nesta pandemia são 287, com ocorrência de cinco fatalidades neste mês de junho.

No mesmo período de 24 horas, 323 pessoas procuraram a unidade respiratória ambulatorial (URA) do Hospital Municipal alegando sentirem sintomas de Covid-19.

Os 20 leitos de UTI pública estão com 85% (17) de ocupação, enquanto nas UTIs privadas a taca de ocupação é de 90% (18 leitos ocupados). Nos leitos de enfermaria, 12 das 27 unidades disponíveis estão ocupadas (42,86%).

Ainda segundo o boletim, não há pacientes nos seis leitos destinados à observação em decorrência de sintomas.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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