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Saúde Pública

Covid-19: Lotações nos leitos de UTI e enfermaria preocupam em Tangará e no estado

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Em meio à explosão de novos casos de Covid-19, as altas taxas de ocupação dos leitos de UTI e enfermaria têm sido a grande preocupação das autoridades sanitárias neste início de ano em Tangará da Serra e na esfera estadual de governo.

Após a queda nos números da pandemia a partir de meados de outubro, boa parte dos leitos – especialmente de UTI – foi desativada nos hospitais do estado em razão dos custos. Porém, o aumento abrupto dos casos positivos e o aumento das internações foi um grande contragolpe da pandemia e tem deixado o sistema público em situação delicada.

Internações por Covid-19 extrapolam a capacidade do Hospital Municipal de Tangará da Serra.

Em Tangará da Serra, a taxa de ocupação dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 começou a preocupar a partir de 14 de janeiro, quando sete dos 10 leitos de UTI estavam ocupados. A partir do dia 17, a situação se agravou e os leitos de UTI se mostravam com 80% de ocupação e os de enfermaria em 100%.

De lá para cá, as ocupações de leitos de UTI e enfermaria bateram no limite da capacidade do sistema público. Desde o dia 19 de janeiro, a ocupação de UTIs do Hospital Municipal de Tangará da Serra não baixa de 100%, enquanto os de enfermaria foram extrapolados em até 40% (quatro pacientes a mais que os 10 leitos de enfermaria disponíveis).

Em todo o estado, a ocupação dos leitos de UTI nos hospitais pactuados é de 86% (adultos) e 90% pediátricos). Os de enfermaria, segundo o último painel informativo da SES-MT, o índice de ocupação é de 45%. Neste caso, há inconsistências, já que a pasta estadual ainda considera Tangará da Serra com 27 leitos de enfermaria, ao passo que o município dispõe de apenas 10.

Novos leitos

Para Tangará da Serra, ainda não há previsão de habilitação de novos leitos de UTI e enfermaria exclusivos para pacientes com Covid-19.

Já no estado, o governo anunciou, no último dia 28, a disponibilização de mais 35 leitos de UTI e 10 de enfermaria. As novas vagas foram ampliadas nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Nova Mutum.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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