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Saúde Pública

Covid 19: Casos ativos decaem 68% desde 10/02 na região; UTIs serão mantidas até abril

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A redução de quase 70% no número de casos ativos (isolados + internados) de Covid-19 nas últimas duas semanas na região de Tangará da Serra ratificou a previsão das autoridades sanitárias de queda na curva da pandemia na segunda quinzena de fevereiro.

Segundo levantamento com base nos dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizado pelo Enfoque Business, o total de casos ativos de 14 municípios (Veja quadro abaixo) na região polarizada por Tangará da Serra caíram de 1.849 no dia 10 deste mês de fevereiro para 577 ontem (quarta, 23). A queda, portanto, foi de 68.8%.

Dos 577 casos ativos, 377 correspondem a pacientes em isolamento, enquanto 200 estão internados em UTI ou enfermaria.

Em relação a janeiro deste ano (total de 2.448 no dia 31), os casos ativos na região decaíram 76,4%. (Veja gráfico abaixo)

Os óbitos na região mencionada somam 973, com 29 deles ocorridos no período de referência.

Dos 62.163 casos acumulados nos 14 municípios  desde o início da pandemia, em março de 2020, 60.742 pacientes se recuperaram, perfazendo um índice de cura de 97,71%.

Tangará da Serra e UTIs

No principal município da região, Tangará da Serra, a redução de casos ativos ficou acima da média regional. Com a redução de 414 no dia 10 para 66 no último dia 23, o município da Serra de Tapirapuã assistiu a um decréscimo de 84% no número de pacientes internados e em isolamento domiciliar.

A média de casos ativos nos últimos 13 dias (de 10/02 a 23/02) é de 77, ao passo que somente n o último dia 10 esse número era de 354.

Os óbitos registrados em Tangará da Serra no período somaram 07, totalizando 384 em 23 de fevereiro, contra 377 no último dia 10.

Gicelly Zanata: “Redução do número de casos ativos está em consonância com a queda pela procura pelo atendimento”.

O município soma 22.898 casos de Covid-19 confirmados desde o início da pandemia, em 2020. Destes, 22.440 (98%) alcançaram a cura da doença.

Mesmo diante da redução dos casos ativos, o município manterá o contrato para as 10 UTIs Covid até o mês de abril. A confirmação é da secretária de Saúde do município, Gicelly Zanatta.

A manutenção do contrato se justifica na medida em que ontem (quarta, 23) 08 dos 10 leitos de UTIs estavam ocupados, perfazendo 80% de ocupação. Já nos leitos de enfermaria, havia apenas um paciente internado.

Segundo a secretária, a redução do número de casos está dentro do esperado e “em conformidade com o cenário nacional”. Ela considera que a redução do número de casos ativos está em consonância com a queda pela procura pelo atendimento. “Ontem tivemos 84 pacientes procurando o atendimento na URA, com 44 realizando exames, sendo apenas 09 positivos”, informou.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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