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Saúde Pública

Covid-19: Casos ativos aumentam em 2022, mas vacina reduz mortes e internações

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A proteção proporcionada pela vacina contra a infecção pelo novo coronavírus está traduzida nas estatísticas da pandemia, em Tangará da Serra. É o que mostra levantamento comparativo realizado pelo Enfoque Business considerando os primeiros 25 dias dos meses de janeiro de 2021 e de 2022.

Os dados tem como base os boletins divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e a constatação é que a cobertura vacinal de 57,6% da população local (61.973 pessoas com imunização completa) está fazendo a diferença na pandemia. (Veja tabela abaixo)

Vale recordar que ano passado as primeiras doses aplicadas foram em 19 de janeiro, priorizando profissionais da linha de frente da saúde pública.

Casos novos e ativos

Os números de casos nos períodos analisados são semelhantes. Em 2021, entre 1º e 25 de janeiro, os casos novos somaram 1.540, enquanto que no mesmo período deste ano as notificações da doença somam 1.607. (Veja gráfico abaixo)

Já os números de casos ativos (pacientes em isolamento + internados) divergem de forma significativa. Se entre 01 e 25 de janeiro de 2021 os casos ativos somaram 114, o mesmo período correspondente a 2022 aponta para 405 pacientes com o vírus ativo.

Internações e óbitos

Porém, as internações em leitos públicos na data de 25 de janeiro de 2021 foram maiores, assim como os óbitos. Ano passado, naquela data, os pacientes internados somavam 32 em UTI e enfermaria. Em 25 de janeiro deste ano (ontem, terça-feira), havia 22 pessoas internadas.

Entre 01 e 25 de janeiro do ano passado as fatalidades em decorrência da Covid-19 somavam 32, enquanto no mesmo período de 2022 são cinco (05) óbitos. (Veja gráfico abaixo)

Proteção

A vacina não impede que o paciente contraia o vírus, mas evita que a moléstia evolua para casos mais graves, conforme atestou, em coletiva de imprensa no último dia 07, o responsável técnico da Vigilância Epidemiológica no município, Fabrício Queiróz,

Queiróz destacou naquela oportunidade o alto grau de contaminação da variante ômicron. Porém, a vírus com esta cepa consegue infectar o paciente, porém não alcançando maiores gravidades justamente em função da vacina já ministrada, que protege as células do organismo. “Temos a imunização celular e a mediada por anticorpos. Esta variante consegue superar a imunidade mediada por anticorpos, mas não a imunidade mediada por células (…) O  vírus consegue adentrar no sistema imunológico preparado para patógenos externos, com partículas de defesa, porém não consegue alcançar o trato inferior para causar maior gravidade, que é a questão pleural, pulmonar (…) Se acumula mais as vias aéreas superiores…”, explicou.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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