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Saúde Pública

Covid-19: Agravamento da pandemia, insuficiência de leitos e aumento de óbitos motivam novas restrições

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O avanço da pandemia do novo coronavírus motivou novas medidas do poder público com o objetivo de conter o aumento dos índices da doença em Tangará da Serra. O anúncio das novas medidas ocorreu ontem à tarde (quarta,13), em coletiva concedida pelo prefeito Vander Masson (PSDB, foto acima)

A pandemia tem registrado aumento de novos casos e, por consequência, dos casos ativos. Também tem provocado lotação dos leitos e, mais grave, aumento do número de óbitos. (Veja, abaixo, quadro dos casos ativos em janeiro)

De acordo com o boletim epidemiológico de ontem (quarta, 13), Tangará da Serra soma 8.591 casos acumulados desde o início da pandemia. Os casos ativos somam 189 (144 pacientes em isolamento e 45 internados).  (Veja boletim ao final do texto)

As 13 UTIs exclusivas para Covid-19 estão lotadas, enquanto os leitos de enfermaria têm ocupação de 70%. As fatalidades relacionadas à doença correspondem a 117 óbitos, 15 deles somente neste mês de janeiro. (Veja, abaixo, evolução do número de óbitos em janeiro)

Diante desse quadro, o poder público voltou a adotar medidas, desta vez mais severas. Depois de decretar a volta do toque de recolher diário entre as 22hs e as 05hs, o prefeito Vander Masson anunciou restrições a eventos e atividades esportivas, além de determinação de protocolos de prevenção nas escolas municipais.

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As medidas constarão em novo decreto a ser divulgado ainda nesta quinta-feira (14), revogando o decreto 169, de 24 de abril de 2020, que já continha as medidas restritivas.

Restrições

Os eventos corporativos, institucionais, festivos e de entretenimento seguem permitidos, porém, com exigência de comunicados à Vigilância Epidemiológica de até 15 dias antes da realização, restrições de 50% da capacidade de lotação dos locais com presença máxima de 100 pessoas e observância dos protocolos de assepsia, distanciamento e demais procedimentos de prevenção.

Quanto às atividades esportivas, ficam proibidas as competições (torneios e afins), mas seguem permitidas a prática esportiva amadora, sem presença de público e proibição de aglomerações.

Os protocolos de assepsia, distanciamento e demais procedimentos de prevenção também serão exigidos nas escolas da rede municipal, cujas aulas presenciais voltam a ser permitidas.

Preocupação

O novo decreto ainda não foi divulgado, estando ainda em redação. Durante coletiva de imprensa na tarde de ontem (quarta,13) o prefeito Vander Masson comentou sobre as aglomerações registradas em frente aos bares e nas vias públicas da cidade, principalmente nas calçadas e canteiro central na região dos altos da Avenida Brasil.

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Ele explicou que a Fiscalização tem atuado de três formas: primeiro, orientando as pessoas e comerciantes; depois, em caso de reincidência, notificando e, por último, em caso de nova reincidência, interditando os locais.

Questionado sobre a possibilidade de atuação da Polícia Militar nos casos de aglomeração, Vander explicou que já há uma parceria com a PM para fiscalizar e conter as aglomerações e outras atitudes de desrespeito às normas de biossegurança. “A Polícia Militar está à disposição da ordem pública para casos em que seja necessário, é nossa parceira, de forma orientativa, tranquila, com objetivo de orientar, de conscientizar as pessoas”, comentou.

Endurecimento

O prefeito Vander Masson afirmou ainda, durante a coletiva, que não pretende endurecer as medidas restritivas, porém, não havendo apoio e colaboração popular, o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus poderá adotar regras mais rígidas.

“Estamos tomando medidas de restrição, mas não é nosso objetivo impedir ninguém de exercer suas atividades, a gente pensa nisso”, falou, explicando que o Município está atuando para preservar a vida dos cidadãos sem comprometer seus meios de sobrevivência no que se refere a trabalho e atividades econômicas e financeiras.

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Saúde Pública

Covid-19: Tangará tem aumento de 357% nos casos ativos em 15 dias; 91% com vacinação incompleta

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O aumento nos casos de Covid-19 neste mês de junho em Tangará da Serra é, uma vez mais, motivo de alerta. Em 15 dias, o município registrou 844 novos casos, saltando de 23.660 casos acumulados em 13 de junho para 24.504 desde o primeiro registro da pandemia no município, em abril de 2020.

Segundo dados contidos no boletim divulgado nesta terça-feira (28.06) pela Secretaria Municipal de Saúde, Tangará da Serra conta com 307 casos ativos, um aumento de 357% nos últimos 15 dias (86 ativos em 13 de junho). Somente nas últimas 24 horas foram diagnosticados 128 novos casos da doença entre os tangaraenses, o que significa quase seis vezes mais no período de duas semanas (23 em 13 de junho). (Boletim atualizado a seguir)

Dado positivo é que não há nenhum paciente do município internado em UTI, enquanto os internados em enfermaria somam 11. Neste mês de junho há registros de dois óbitos ocasionados pela doença.

A secretária de Saúde do município, Gicelly Zanatta, concederá entrevista coletiva sobre o atual quadro da pandemia em Tangará da Serra logo mais, às 15h30. A pauta será a vacinação contra a doença, mas há possibilidade de anúncio de medidas restritivas, como uso de máscaras em locais públicos.

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91% com vacinação incompleta

Dos 101 pacientes que estão internados pela Covid-19, em UTIs de Mato Grosso, 91% não completaram o esquema de vacinação. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

O dado preocupa as autoridades, pois demonstra que a falta da imunização é hoje o principal motivo do crescimento de pacientes infectados e internados em estado grave. Ou seja, hoje, dia 28 de junho, são 92 pacientes que estão na UTI e que não tomaram todas as doses da vacina.

“Já se passaram mais de dois anos que a pandemia teve início e está comprovado que a vacinação foi a grande responsável por nós termos retornado as atividades normais, como ir para a escola, passear, retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras, mas, infelizmente, as pessoas insistem em não fazer o principal, que é completar o esquema vacinal”, destacou a secretária de Estado de Saúde Kelluby de Oliveira.

Kelluby ainda afirmou, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, que infelizmente esses pacientes “escolheram não se vacinar e a coletividade é que está pagando por isso”. “As pessoas precisam se conscientizar que tomar todas as doses não protege só quem é vacinado, mas toda a coletividade. Reduz a transmissão do vírus e as chances de quem é infectado com a covid seja levado para uma UTI”, acrescentou.

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Atualmente não há falta de vacina no Estado. A secretaria tem recebido as doses do Ministério da Saúde e encaminhado para os municípios de acordo com a demanda apresentada. Estão em estoque na Rede de Frio do Estado e nos 15 Escritórios Regionais de Saúde, um total de 646 mil doses, entre Coronavac, Pfizer, Astrazeneca, Pfizer pediátrica e Jansen.

Números em MT

Mato Grosso tem confirmado 759.242 casos de Covid-19, sendo registrados 14.984 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Dos 759.242 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.313 estão em isolamento domiciliar e 734.260 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 65 internações em UTIs públicas e 76 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 78,65% para UTIs adulto e em 15% para enfermaria adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (135.575), Várzea Grande (53.603), Rondonópolis (44.288), Sinop (34.357), Tangará da Serra (24.504), Lucas do Rio Verde (23.397), Sorriso (23.317), Primavera do Leste (22.715), Cáceres (17.473) e Alta Floresta (17.013).

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