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Economia & Mercado

Combustíveis tem duas reduções de preços em uma semana, mas apenas uma vigora nas bombas

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Os preços da gasolina e do óleo diesel sofreram duas reduções nas refinarias nos últimos sete dias, mas apenas uma delas está valendo nas bombas a partir desta sexta-feira (26).

Segundo consulta do Enfoque Business junto aos postos de combustíveis, as reduções – assim como as majorações – são orientadas pelas distribuidoras.

A primeira redução no espaço de uma semana foi anunciada pela Petrobras na sexta-feira da semana passada (19), dando conta de que haveria uma baixa de 4% nos preços da gasolina junto às refinarias.

Na última quarta-feira, outra redução foi anunciada pela Petrobras. Desta vez, os preços do litro da gasolina e do óleo diesel ficaram R$ 0,11 mais baratos, a contar de ontem (sexta, 25) nas refinarias da Petrobras. Com isso, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 2,59 para as distribuidoras (uma queda de 4,1%).

Já o óleo diesel está sendo comercializado nas refinarias pelo valor de R$ 2,75 por litro (uma queda de 3,8% no preço anterior).

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Sem efeito

Nos postos, porém, as reduções nas refinarias não surtiram efeito. A primeira redução na gasolina, por exemplo, anunciada no dia 19, até ontem ainda não havia sido repassada no preço final válido para o consumidor.

Segundo postos de combustíveis, tanto as reduções como as majorações são orientadas pelas distribuidoras.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, num dos postos a redução foi de apenas R$ 0,02 (preço final de R$ 5,39) em relação ao preço de R$ 5,41/litro cobrado desde antes do anúncio de redução, no dia 19. Noutro posto, o preço da gasolina, que até então custava R$ 5,79, custa hoje R$ 5,59.

Um terceiro posto consultado pelo Enfoque Business (que até ontem vendia o litro da gasolina a R$ 5,54) informou que o preço do combustível ainda não fora reduzido porque a nova aquisição, com o novo e reduzido preço, ainda não chegara aos estoques do estabelecimento.

Resumindo, hoje a gasolina custa ao consumidor de Tangará da Serra entre R$ 5,39 e R$ 5,59. O diesel, por sua vez custa entre R$ 4,59 a R$ 4,66 (S-10) e R$ 4,53 a R$ 4,60 (comum). Já o etanol varia nos postos de R$ 3,96 a R$ 3,99.

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Estranho

Esses preços registram apenas uma das duas reduções anunciadas pela Petrobras no espaço de uma semana. A explicação dos postos está na orientação das distribuidoras.

Causa estranheza a política de preços imposta pelas distribuidoras aos postos de combustíveis e, consequentemente, ao consumidor. Nos casos em que há majoração, os novos preços são imediatamente aplicados sem o argumento de que ‘o combustível adquirido, com a nota contendo o preço atualizado, ainda não chegou’. Já nas reduções, os novos preços levam dias para se apresentarem nas bombas, sendo que nem sempre são praticados, como aconteceu nesta última semana.

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Economia & Mercado

Pandemia motiva Aneel a prorrogar tarifas de energia de distribuidoras em MT, MS e SP

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu prorrogar as tarifas de energia atuais de três concessionárias: Energisa Mato Grosso, Energisa Mato Grosso do Sul e CPFL Paulista. Com isso, não será aplicado o reajuste anual previsto para este ano e continuarão valendo as tarifas definidas em 2020. A medida atende a 7,1 milhões de unidades consumidoras nos estados de Mato Grosso (1,5 milhão), Mato Grosso do Sul (1 milhão) e São Paulo (4,6 milhões).

De acordo com a Aneel, a medida foi tomada levando em conta os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus na sociedade. Entre os efeitos, a agência destacou a ameaça à sustentabilidade econômico-financeira do setor elétrico, que resultou em forte pressão sobre as tarifas de energia.

“Por essa razão, a Aneel tem estudado intensamente alternativas para combater o efeito da pandemia nas tarifas pagas pelos consumidores de energia elétrica”, disse a agência.

A Aneel também destacou medidas adotadas para preservar a sustentabilidade do setor. Entre elas, o aporte R$ 900 milhões do Tesouro Nacional para socorrer consumidores atendidos pela tarifa social e a captação de R$ 15 bilhões em recursos privados para “prover liquidez às concessionárias do setor”, a chamada conta-covid.

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A agência disse ainda que estuda medidas adicionais, a exemplo do reperfilamento de montantes a serem pagos pelas distribuidoras às transmissoras, a título de indenização da Rede Básica de Sistemas Existentes (RBSE); utilização de créditos de PIS/Pasep e da Cofins e consequente devolução de créditos tributários aos consumidores, em decorrência da retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo daquelas contribuições das faturas de energia elétrica; incorporação imediata de receitas não destinadas à modicidade tarifária (migração de consumidores, encerramento contratual antecipado, ultrapassagem de demanda, excedente de reativos), entre outras.

“A complexidade dessas soluções estudadas exige tempo adicional para viabilização e operacionalização. Por essa razão, as tarifas de 2020 das três concessionárias foram prorrogadas até que as medidas possam ser aplicadas nos processos de reajuste tarifário dessas distribuidoras”, disse a Aneel.

(Agência Brasil)

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