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Combustíveis: Postos já praticam aumento em Tangará; Bolsonaro zera imposto federal do diesel

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O aumento anunciado ontem pela Petrobrás nas refinarias já reflete nas bombas dos postos de combustíveis em todo o país, em Mato Grosso e, também, em Tangará da Serra.

O novo reajuste – anunciado ontem (quinta, 18) pela Petrobras – vem após a majoração praticada semana passada e igualmente anunciada pela estatal, sendo, assim, o segundo aumento neste mês de fevereiro.

Em Tangará da Serra, alguns postos já praticam os novos preços desde cedo da manhã desta sexta-feira (19), após receberem o comunicado das distribuidoras. O gás de cozinha também deverá ser majorado a partir de hoje.

Segundo levantamento realizado pelo Enfoque Business, a alta dos combustíveis na cidade se situa ao redor de 4% para a gasolina e 8% para o diesel.

Antes do aumento, os preços praticados se situavam entre R$ 4,15 e R$ 4,18 o litro do diesel comum e R$ 4,19 e R$ 4,28 o diesel S-10. Com o aumento, o litro do óleo diesel ficará em torno de R$ 4,50 o comum e R$ 4,60 o S-10

Já na gasolina, os preços do litro, que até ontem eram praticados entre R$ R$ 4,65 e R$ 4,98, com o aumento passarão a custar entre R$ 5,08 e R$ 5,20.

O etanol segue com preços entre R$ 3,30 e R$ 3,38/litro nos postos de combustíveis de Tangará da Serra.

Gás de cozinha

Gás de cozinha poderá chegar a R$ 130 em Tangará da Serra. Governo vai zerar impostos federais sobre o produto.

Insumo fundamental nas residências e no segmento de alimentação pronta para consumo, o gás de cozinha (GLP) também será reajustado, segundo anúncio da Petrobras.

Porém, o reajuste ainda não chegou nas revendas de Tangará da Serra, que seguem praticando preços entre R$ 95,00 e 105,00 (para busca no local da venda) e R$ 100,00 e R$ 120,00 na entrega em domicílio.

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Caso for reajustado nos níveis da gasolina e do diesel, o gás de cozinha deverá ter preços variando entre R$ 100,00 e R$ 115,00 na revenda e entre R$ 105,00 e R$ 130,00 na entrega domiciliar.

Imposto zerado e ameaça

Após novo reajuste da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem (quinta,18), que a partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federal incidindo sobre o preço do óleo diesel. Bolsonaro considerou o reajuste anunciado hoje pela Petrobras como “fora da curva” e “excessivo”, reforçando que não pode interferir na estatal, mas ressaltou que “vai ter consequência”.

Os impostos federais que incidem sobre o diesel são PIS, Cofins e Cide. Nesta quinta-feira, a Petrobras anunciou o quarto reajuste do ano. O óleo diesel vai ficar 15,2% mais caro a partir desta sexta-feira e a gasolina, 10,2%.

Reajuste desagradou Bolsonaro, que mandou recado ao presidente da Petrobras: “Vai ter consequência”.

“A partir de primeiro de março também não haverá qualquer imposto federal no diesel por dois meses”, informou Bolsonaro, em sua live semanal, nesta quinta-feira. Durante os dois meses de isenção de impostos federais, Bolsonaro afirmou que o governo estudará medidas para buscar zerar os tributos federais sobre o diesel. “Até para ajudar a contrabalançar esse aumento, no meu entender, excessivo da Petrobras”, disse.

O presidente sugeriu ainda, sem entrar em detalhes, que “alguma coisa” acontecerá na Petrobras nos próximos dias. “Eu não posso interferir e nem iria interferir (na Petrobras). Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras, tem que mudar alguma coisa, vai acontecer”, disse.

A redução do PIS/Cofins no óleo diesel anunciada por Bolsonaro atende a demanda de caminhoneiros, base de apoio do presidente que tem pressionado o governo por conta do aumento do custo do combustível. Em ameaça indireta ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o presidente citou que o comandante da estatal chegou a dizer que não tinha “nada a ver com os caminhoneiros”.

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“Como disse o presidente da Petrobras, a questão de poucos dias, né: ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro. Eu aumento o preço aqui não tenho nada a ver com caminhoneiro’. Foi o que ele (Castello Branco) falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente”, disse Bolsonaro. A Petrobras informou que não comentará as declarações do presidente.

Acompanhando o presidente na transmissão ao vivo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que a redução no PIS/Cofins por dois meses é uma “medida emergencial” enquanto o governo analisa formas de “combater a volatilidade do preço do diesel”.

Em outra frente, o governo enviou um projeto ao Congresso para que o ICMS, imposto estadual, tenha valor fixo. “A proposta nossa é que o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) decida qual é o valor do ICMS em cada tipo de combustível. Não é interferência nossa, o Confaz vai decidir”, destacou Bolsonaro. O presidente sugeriu ainda que o Confaz possa delimitar um valor máximo para os combustíveis em cada Estado.

O gás de cozinha também terá impostos federais zerados. A redução, segundo Bolsonaro, será permanente. “Hoje à tarde, reunido com a equipe econômica, tendo à frente o ministro Paulo Guedes, decisão nossa, a partir de 1º de março agora, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha, ad eternum”, afirmou.

“(O preço do gás de cozinha) está em média, hoje em dia, R$ 90, na ponta da linha, lá para o consumidor. E o preço na origem está um pouco abaixo de R$ 40. Então, se está R$ 90, os R$ 50 aí é ICMS, imposto estadual”, comentou.

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Setor de materiais de construção sofre com queda nos estoques provocada pela pandemia

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A redução da atividade industrial e a quase paralisação da economia em razão da pandemia do novo coronavírus ainda mostra muito fortemente seus efeitos em todo o país. Desabastecimento e alta nos preços são os principais reflexos sentidos em muitos setores, como o da construção civil.

É a conta que chega em resposta às frases mais ouvidas no início da pandemia, como “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”.

Materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões, estão entre os que mais preocupam.

Em Tangará da Serra, as lojas de materiais de construção sentem as consequências da redução da atividade industrial em seus estoques. Além disso, os estabelecimentos precisam atualizar os preços, já que o custo das mercadorias subiu, em alguns casos mais de 50%. No final das contas, o maior prejudicado sempre acaba sendo o consumidor, que precisa abrir ainda mais o bolso na hora de construir e reformar.

Os materiais que mais preocupam quanto aos estoques são o ferro, ferramentas e equipamentos, além de materiais que levam aço e cobre, como fios e cabos.

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A indústria de louças e cerâmicas – inclusive pisos – também tem dificuldades em atender pedidos, assim como forros, telhas de fibrocimento e materiais em plástico e ‘PVC’, como tubos e conexões.

Conforme já publicado pelo Enfoque Business, a falta desses materiais e seus insumos ocasiona a alta de preços, obedecendo a lei da oferta e da procura.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria e da Construção (CBIC), os indicadores imobiliários nacionais do quarto trimestre de 2020 mostram que o aumento dos preços do material de construção e as ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor, em especial os empreendimentos dos imóveis ligados aos programas habitacionais populares, voltados para famílias com renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 4.500.

Recuperação

Segundo pesquisa Agenda 2021, da consultoria Delloite, a maioria dos executivos brasileiros apostam em uma retomada da atividade econômica em 2021. Uma parcela de 42% dos entrevistados acredita que, neste ano, a atividade econômica no Brasil voltará a ser igual ao nível pré-crise da covid-19, enquanto 18% acreditam que haverá crescimento e que a atividade econômica será superior ao nível pré-pandemia.

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No entanto, há uma parcela importante que se mostra mais pessimista. Entre os pesquisados, 37% acham que a economia não terá grande recuperação em 2021, ficando abaixo do nível de antes da crise causada pelo novo coronavírus. Apenas 3% dos entrevistados disseram esperar que a economia terá queda em relação ao fechamento de 2020.

Segundo especialistas, uma condição que deverá embasar a recuperação é a vacinação contra o novo coronavírus. Porém, a lentidão no país na distribuição dos imunizantes representa atraso na recuperação econômica projetada para este ano.

Mas, apesar do atraso, as coisas parecem se encaminhar, já que Anvisa começou a aprovar as vacinas para uso. Ontem (terça, 23), a Anvisa aprovou o registro definitivo da vacina da Pfizer/Biontech contra a Covid-19.

Conforme comunicado divulgado pela agência, foi “comprovada a segurança, qualidade e eficácia” do imunizante, “aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores”.

Vacinas de outros fabricantes, como a Coronavac e Oxford, também estão com suas aprovações encaminhadas.

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