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Economia & Mercado

Com petróleo valorizado e dólar alto, Petrobras anuncia aumento de quase 9% no diesel

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A Petrobras anunciou nesta terça-feira (28) um aumento de R$ 0,25 por litro no preço do diesel entregue às distribuidoras a partir de quarta-feira (29). Segundo a companhia, a elevação de 8,89% se dá por causa da valorização do petróleo no mercado internacional e o dólar alto em comparação com o real.

Em nota publicada em seu site, a companhia justificou o aumento: “Após 85 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos devido à volatilidade externa causada por eventos conjunturais, a Petrobras realizará ajuste no preço do diesel A para as distribuidoras”.

A Petrobras não fala em aumento em outros combustíveis. Ela diz ainda que o acréscimo no diesel evita “riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

“Desta forma, a partir de quarta-feira (29), o preço médio de venda de diesel A da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro.”

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(AEB/R7)

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Economia & Mercado

Na escalada dos preços, frango, ovos, carnes e derivados disparam e assustam consumidor

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As sucessivas altas dos preços em todos os segmentos já deixaram de apenas assustar e já se promovem a roteiros de filmes de terror para o consumidor. Ao lado dos combustíveis, os preços das proteínas são, agora, as maiores afrontas aos bolsos dos cidadãos.

O levantamento dos produtos da cesta básica cobrados no principal centro consumidor do país – São Paulo –  divulgado nesta semana pelo Procon mostra que o frango resfriado acumula altas muito acima das outras proteínas de janeiro a setembro de 2021. Segundo a pesquisa, o quilo do frango aumentou 35,89%, 519% o percentual apurado pelo medidor oficial da inflação nacional, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, de 6,90% nos nove meses deste ano.

A carne da ave custava R$ 8,67 no fim de dezembro de 2020 e foi encontrada por R$ 11,78 em média em setembro de 2021. Pelo jeito, os nutricionistas vão precisar trabalhar dobrado para convencer os brasileiros a não renunciarem às proteínas nas compras do supermercado.

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O quilo do presunto aumentou 23,22% nos nove primeiros meses, de R$ 26,05 a R$ 32,10. A dúzia de ovos está 20,08% mais cara (era R$ 7,32 e está R$ 8,79). A carne de segunda sem osso subiu o dobro da inflação medida pelo IPCA, de R$ 31,45 para R$ 35,81 (13,86% de variação).

A carne de primeira foi a com menor elevação, mesmo assim acima da inflação de todos os produtos. De janeiro a setembro, o produto, cada vez mais nobre, aumentou 9,46%. Saía por já bem dolorosos R$ 39,10 o quilo para R$ 42,80.

A explicação para a disparada no frango, acima das outras proteínas, justifica-se por uma série de fatores. O milho, utilizado como ração aos animais, subiu mais de 50% em um ano por causa das secas e da valorização das commodities. Ao mesmo tempo, a procura pelo produto aumentou com a impossibilidade de o consumidor bancar carnes mais caras. E se tem gente demais querendo comprar, o reajuste é inevitável.

Carne suína sobe menos

Mesmo com a alta acumulada ao longo do ano, a carne suína não acompanhou o ritmo de valorização do produto bovino e do frango. É o que mostra um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. De acordo com a pesquisa, a carcaça especial suína subiu 0,8% de janeiro a outubro deste ano frente a igual período de 2020, chegando à média de R$ 10,54 por quilo em 2021 em valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. Na mesma base de comparação, a carcaça bovina e o frango inteiro resfriado avançaram 21,4% e 28,8%, respectivamente, com médias de R$ 20,44 e R$ 7,09 por quilo.

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Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, o desempenho mais fraco do produto suíno pode ser explicado pelos baixos valores de exportação, que funcionam como bússola para os preços internos.

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