TANGARÁ DA SERRA

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Com apoio do MDB, Fávaro deve disputar governo contra Mendes; Vice poderá vir do PSB

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O senador licenciado Carlos Fávaro, do PSD, deverá ser confirmado ainda essa semana como candidato ao governo de Mato Grosso no pleito de 02 de outubro. O alinhamento da provável candidatura coincidiu com o início do período de convenções partidárias e deverá contar com o apoio do MDB, com a candidatura a vice tendo origem no PSB.

Na última terça-feira (19), Fávaro teve reunião com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), quando a candidatura ao governo foi a principal pauta. Do encontro, realizado na residência do gestor cuiabano, participou o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Neri Geller (PP).

Além da candidatura ao governo, outro ponto debatido durante foi a situação da médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSB), uma vez que a aliança do PSB com a federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) já está sendo alinhada a nível nacional.

Como a socialista é pré-candidata ao Senado, e o grupo de esquerda já fechou apoio ao projeto de Neri Geller, Natasha poderá ser convidada a ser vice em uma eventual chapa encabeçada por Fávaro na disputa pelo Paiaguás.

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MDB com esquerda

O apoio já declarado do prefeito Emanuel Pinheiro à provável candidatura de Carlos Fávaro ao Paiaguás deverá confirmar uma tendência que se desenhou desde o início desse ano eleitoral: a adesão do MDB de Mato Grosso à federação partidária de esquerda Brasil da Esperança, encabeçada pelo PT, com apoio do PCdoB e do PV.

Emanuel seguiu ontem pela manhã para Brasília para participar de uma reunião política com o PT, para tratar da candidatura de Fávaro e, também, sobre a composição emedebista com o bloco de esquerda.

Em se confirmando a adesão do MDB à federação partidária liderada pelo ex-presidente Lula, o partido do centrão deverá dar uma guinada nestas eleições, deixando a base de apoio do governo Mauro Mendes. Com isso, o deputado estadual Dr. João, que é do MDB, deverá romper com o atual governador, que já declarou sua pré-candidatura à reeleição.

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Polarização: Tangará tem 14 candidatos a estadual e federal divididos entre direita e esquerda

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Na eleição mais polarizada da história do país, candidatos de direita e de esquerda travarão duros embates nas disputas pelos cargos majoritários e proporcionais.

A disputa mais ferrenha é a presidencial, onde o atual mandatário do País, Jair Bolsonaro (PL), tenta a reeleição na condição de direita conservadora. Na outra extrema, está o ex-presidente Lula, do PT, da extrema esquerda, com projeto de implantação de um regime comunista no Brasil.

De forma menos acirrada, direitistas e esquerdistas se enfrentam nos estados. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes tenta a reeleição pelo partido União Brasil, legenda com origens de partidos de direita (DEM e PSL). Márcia Pinheiro, do PV, representa a esquerdista federação liderada pelo PT e que conta, ainda, com o PCdoB. PSD, PP e PSB completam a frente de esquerda.

O PSDB e o Cidadania formam uma federação de centro-esquerda. Nacionalmente, está alinhado com a candidatura da emedebista Simone Tebet, que tem como candidata a vice e tucana Mara Gabrilli. Em nível estadual, a tendência da federação é apoiar a candidatura de Márcia Pinheiro (PV) e, por isso, na prática, compõe o bloco de esquerda que tenta reconduzir o petista Lula à presidência.

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(*) Veja infográfico abaixo, com as candidaturas proporcionais

Registros

Importante salientar que as candidaturas, de modo geral, foram recentemente aprovadas em convenção e ainda precisam ser registradas até a próxima sexta-feira (12/08) para saírem do campo virtual para a condição de realidade.

Proporcionais – Direita

Nas candidaturas proporcionais, os candidatos de Tangará da Serra a deputados estaduais situados em partidos de direita ou centro direita são Edilson Sampaio e Rogério Silva, respectivamente do Republicanos e União Brasil, siglas de direita. Em legenda de centro-direita figura a vereadora Elaine Antunes, do Podemos.

(*) Veja infográfico acima, com as candidaturas proporcionais

Ainda na ala de direita, os candidatos tangaraenses a deputados federais aprovados em convenção são Wagner Ramos (União), Marcos Scolari (PL), Josenai Terra (PTB) e Nelson Ferreira (Democracia Cristã – DC).

Proporcionais – Esquerda

Ao centro esquerda figura como candidato a deputado estadual o vereador Sebastian Ramos, do Cidadania.

Em partidos com espectro político classificado como “centro”, figuram Dr. João (MDB) e Rui Wolfart (PSDB). O MDB é uma sigla hoje considerada centrista ou “pega-tudo”, no jargão popular. O partido tem origem no ano de 1966, quando polarizou com a extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA), ressurgindo com o resgate do pluripartidarismo na abertura democrática de 1980, época do presidente João Figueiredo.

Leia mais:  Republicanos, PL, União, MDB, PTB e Podemos definem candidaturas com oito tangaraenses

História parecida tem o PSDB, porém mais contemporâneo, com criação no ano de 1988 a partir dos ideais do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Porém, por seu alinhamento com o Cidadania, o PSDB pode ser considerado dentro do espectro político de centro-esquerda.

Os candidatos tangaraenses a deputados estaduais que compõem o bloco de esquerda liderado pelo PT são Davi Oliveira (PSB) e Reck Junior (PSD). O líder maior do PSD em Mato Grosso, senador licenciado Carlos Fávaro, é coordenador da campanha de Lula no estado, daí o enquadramento da sigla na ala esquerdista.

Para deputados federais na frente de esquerda figuram dois tangaraenses: a advogada Karen Rocha (PSB) e a professora Francisca Alda, do PT.

 

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