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Atual: Chuva chega a 230 mm e causa alagamentos em Tangará; Vídeos mostram força das águas

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As fortes chuvas que caíram no final da tarde e início da noite desta segunda-feira (07/03) em Tangará da Serra causaram prejuízos e apreensão em várias partes da cidade.

(Assista vídeos de internautas na sequência)

A chuva começou ao final da tarde, por volta das 17h00 e, depois de uma rápida trégua, voltou com muita força ainda antes das 19h00, persistindo por cerca de 40 minutos e acompanhada de fortes trovoadas e relâmpagos.

Na área central da cidade, as enxurradas e a ventania causaram sustos e danos em automóveis, além de queda de árvore no Bosque Municipal Ilto Ferreira Coutinho. Em plena Avenida Brasil, um carro estava sendo arrastado pela enxurrada, mas foi seguro por populares, que tiveram dificuldades em fechar a porta do veículo.

A avenida Tancredo de Almeida Neves também recebeu grande volume de água. “Quase que não consigo passar de carro… a água veio praticamente em cima do capô”, relatou um morador. Dramas idênticos foram vivenciados na Avenida Ismael José do Nascimento, que recebe toda a carga de águas pluviais do alto da Avenida Brasil.

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Na rua Júlio Martinez Benevides, proximidades do Bosque, também a água quase encobriu o capô do motor de veículos cujos condutores por lá se aventuravam. Motociclistas tiveram sérias dificuldades para enfrentar as torrentes provocadas pela chuvarada.

Segundo informação de um morador da Cidade Alta, proximidades da Feira da Vila Alta e Almoxarifado do Samae, um pluviômetro instalado em sua residência apontou para um acumulado de 230 milímetros. O morador realiza regularmente a medição das chuvas.

Na área da Estação de Captação, Tratamento e Distribuição de Água (ETA Queima Pé), as chuvas somaram um volume de 105 milímetros, segundo informações do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).

Até o momento da finalização desta matéria (21h15) não havia informações sobre vítimas ou maiores danos em razão do aguaceiro.

Previsão

Ainda nesta segunda-feira, pouco antes das 22h00, a chuva persistia mansamente, mas era possível ouvir trovoadas que indicavam nuvens carregadas sobre a cidade.

Segundo o Clima Tempo, as chuvas devem continuar ao longo da semana, com previsão de até 40 milímetros nesta terça-feira e volumes menores até sábado (12).

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O único dia sem previsão de chuva, por enquanto, é o próximo domingo. As temperaturas ficam entre 20°C e 34 graus celsius no período.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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