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Economia & Mercado

China suspende pela segunda vez em um mês compras do Marfrig de Tangará da Serra

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A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) suspendeu por uma semana as importações de duas unidades de Mato Grosso: os frigoríficos de carne bovina da Marfrig em Tangará da Serra e da JBS em Barra do Garças, conforme comunicado datado da última sexta-feira (29/04).

Essa não é a primeira vez que a gigante asiática utiliza essa estratégia. No último mês de abril, diversas foram as unidades que sofreram com essas “penalidades”. Esse fato traz grande insegurança para as unidades que trabalham com o mercado externo, fato esse que tem gerado reflexos no mercado físico do boi gordo.

Além das unidades brasileiras, a suspensão das compras inclui duas empresas da Rússia (com números de registro RU-012/YP23903 e RU-031), segundo a nota. Os chineses informaram que a interrupção dos negócios entrou em vigor a zero hora do dia 30 de abril (sábado).

É a segunda vez neste ano que essas unidades são suspensas pela China. A outra notificação sobre a unidade da JBS em Barra do Garças foi feita pelo Gacc em 20 de abril, e sobre a unidade da Marfrig de Tangará da Serra, em 7 de abril.

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O país asiático vem realizando essas suspensões de compras de frigoríficos de vários países desde 2020. A justificativa seria o maior controle sanitário, em razão da pandemia da covid-19. O Gacc não explicou o motivo para a suspensão temporária no caso do anúncio desta sexta-feira.

Ressalta-se o caráter de urgência com que o comunicado foi enviado. Fontes ligadas ao mercado na China, informam que o país passa por dificuldades quando ao COVID-19, o que tem criado um temor quanto ao consumo da carne. Além disso, utilizam essa técnica para poder tentar barganhar preços mais baixos nos contratos com o Brasil.

Suspensões sucessivas

A GACC, vem suspendendo os embarques de algumas plantas frigoríficas do Brasil, após encontrar “traços de COVID-19” em embalagens oriundas de tais plantas. Empresas que já são recorrentes nestas listas, como a JBS e Marfrig, são as mais afetadas. Alguns especuladores de mercado, dizem que essa pode ser uma manobra para reduzir os preços dos contratos de exportações.

Novamente, segundo o comunicado, os técnicos identificaram a presença de ácido nucleico do novo coronavírus na embalagem externa de quatro lotes de produtos congelados dessas empresas enviados para a China.

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Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o coronavírus não consegue ser transmitido por meio dos alimentos. O vírus só sobrevive e se multiplica em um animal vivo e em humanos. O órgão chinês também requisitou que sejam seguidas as diretrizes de prevenção à covid-19 emitidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) “para evitar a contaminação do novo coronavírus e garantir a segurança dos produtos à base de carne exportados para a China”.

(Redação EB, com Portal DBO)

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Economia & Mercado

Indústria: Tecnologias e mudanças na cadeia produtiva exigem qualificação de 9,6 milhões

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O Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas até 2025 para atender necessidades projetadas pelas indústrias, de forma a repor inativos, atualizar funcionários ou preencher as novas vagas programadas para o setor. É o que prevê o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, divulgado hoje (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deste total, dois milhões precisarão de qualificação visando formação inicial para a reposição de inativos ou para o preenchimento de novas vagas. Os 7,6 milhões restantes serão via formação continuada para trabalhadores que precisam se atualizar para exercer funções.

Segundo a CNI, “isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos serão em aperfeiçoamento”.

Cadeia produtiva

De acordo com a entidade, essas projeções têm por base a necessidade de uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva que tanto influenciam – e transformam – o mercado de trabalho. Assim sendo, acrescenta a CNI, cada vez mais o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação.

O levantamento hoje divulgado, feito pelo Observatório Nacional da Indústria, tem por finalidade identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

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As áreas com maior demanda por formação são transversais (que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo), metal mecânica, construção, logística e transporte, e alimentos e bebidas.

(Agência Brasil)

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