conecte-se conosco


Cidades & Geral

Caminhoneiros confirmam greve para dia 1º no Sudeste e Sul; No MT paralisação é incerta

Publicado

Foi confirmada, no início desta semana, a greve dos caminhoneiros para o dia 01 de novembro caso não haja uma solução para várias reivindicações da categoria. A paralisação envolverá, principalmente, caminhoneiros das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

O anúncio partiu da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, que notificou o governo federal e autoridades parlamentares sobre a paralisação prevista para iniciar dia 1º e, também, o estado de greve adotado desde o último sábado (16).

Parceria entre caminhoneiros e agronegócio inviabiliza, por enquanto, greve no MT.

O motivo é óbvio: Os sucessivos aumentos no preço dos combustíveis e outras pautas. Na notificação enviada a autoridades do Executivo e Legislativo e assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), a frente diz que está disposta a “auxiliar nos diálogos e propostas de solução com representantes dos caminhoneiros”.

MT fora, por enquanto

Em Mato Grosso, porém, a adesão à greve ainda é improvável em razão da parceria entre os caminhoneiros e o agronegócio. “Como fazer greve aqui em Mato Grosso? Como não cumprir nossos contratos? Não tem como parar (…) estamos numa entressafra. Se houver essa paralisação, não sei quem fará essa frente aqui no estado”, diz o representante do Sindicato dos Caminhoneiros em Mato Grosso, Edgar Laurini.

Leia mais:  Governador autoriza licitação do primeiro lote de pavimentação da MT-358, no Chapadão

Transportadores

Um setor que decidiu aderir ao movimento de greve foi o dos caminhoneiros tanqueiros, responsáveis por transportar os combustíveis no país. Eles iniciaram a paralisação na madrugada desta quinta-feira (21) no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com esta paralisação, a tendência é pelo desabastecimento. Algumas entidades relataram sobre um possível desabastecimento de combustíveis que possa ocorrer no Brasil por cortes da Petrobras às distribuidoras.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos (ABRAVA), informou em um comunicado que a diminuição de combustível nos postos afetou diretamente os profissionais autônomos com as novas altas, fator que reforça a motivação da greve.

publicidade

Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

Publicado

Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

Leia mais:  Meteorologia prevê onda de frio intenso no país; Tangará da Serra poderá ter mínimas de 5°C

A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

Leia mais:  Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana