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Caminhoneiros: APCTTS diz que greve é improvável em razão da safra e da pandemia

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A pandemia e os contratos com os agricultores para transporte da safra são as duas justificativas que tornam improvável a possível greve de caminhoneiros marcada para o dia 1º de fevereiro.

A possibilidade de paralisação vem dividindo as opiniões das entidades do setor e dos próprios caminhoneiros, causando polêmicas em relação à sua adesão e, portanto, não sendo consenso, ao menos nesse momento.

Em Mato Grosso a greve é ainda mais improvável, principalmente em razão da colheita da soja, que se aproxima. E ainda tem a questão da pandemia, que poderia render um efeito negativo na opinião pública. “Estamos cientes da movimentação via WhatsApp e analisando esse movimento entendemos que Mato Grosso não comporta uma greve agora. Com essa pandemia seria muita irresponsabilidade, causaria aglomeração. E, também, começa a colheita da soja e nós temos contrato com o agricultor. Se perder tempo, o produto pode estragar”, disse Edgar Laurini, presidente da Associação de Proprietários de Caminhões e Transportadores de Cargas de Tangará da Serra (APCTTS), em diálogo com o Enfoque Business. (Ouça áudio com Edgar Laurini, logo abaixo)

Laurini: “Mato Grosso não comporta uma greve agora”.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) endossa o posicionamento da associação de Tangará da Serra. A CNTA, que tem representação legal da categoria, entende que, “apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação, levando-se em conta a pandemia de coronavírus”, consta, em nota oficial da entidade.

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Intenção

Por outro lado, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) reiterou a intenção de greve dos caminhoneiros no dia 1º de fevereiro “por prazo indeterminado” em caso de “esgotamento das vias administrativas de solução” para os problemas apontados pela categoria, como pedágios altos, preço mínimo de frete e preço alto do diesel.

A CNTRC, que salienta representar aproximadamente 40 mil caminhoneiros, disse que, devido à pandemia da Covid-19, vai manter pelo menos 30% da frota circulando para prestar serviços essenciais, “garantindo o abastecimento com prioridade da quota destinada a circulação dos transportes de combustível, medicamentos, insumos hospitalares, cargas vivas, alimentos perecíveis e afins”.

Com intuito de não chegar a esse ponto de paralisação, as muitas entidades do setor já estão entrando em contato com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para tentar uma negociação e chegarem a um consenso.

Petrobrás

Diante da ameaça de greve dos caminhoneiros no auge da colheita de grãos no Centro Oeste, a Petrobrás resolveu explicar sua política de preços, que tem resultado em aumentos sucessivos dos combustíveis.

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As explicações constam no site da estatal e são plenamente justificáveis em razão da contrariedade causada entre os transportadores pelos seguidos aumentos.

A Petrobrás explica que o preço do diesel no Brasil é mais baixo que em boa parte dos outros países. “No início de janeiro, o preço do diesel na bomba era 27,4% inferior à média mundial. Entre 165 países, 121 tinham preço nos postos mais alto do que no Brasil”, consta no site da estatal.

Ainda segundo o site da empresa, o preço dos combustíveis pode subir ou descer em função do mercado, são commodities globais. ““O comportamento do preço do diesel não é diferente de outras commodities negociadas no mundo (…) Em 2020, diminuímos o preço do diesel nas refinarias em 14%”, consta, citando que o preço médio do litro de diesel nas refinarias no ano passado era de R$ 2,33 em 1º de janeiro e R$ 2,02 em 31 de dezembro

A estatal destaca, também, que o preço do diesel vendido nas refinarias representa menos da metade (em média, 45%) do preço cobrado nas bombas. “O restante corresponde a impostos estaduais e federais, custos adicionais com biodiesel e margem da distribuição e dos postos de combustíveis”, declara.

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Centro de Eventos: Ajustes no projeto e divergência forçaram paralização; Obras prosseguem

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A paralisação verificada esta semana nas obras do Centro de Eventos, em Tangará da Serra, foram motivadas por ajustes no projeto e divergência funcional. Uma equipe de técnicos, com um engenheiro, esteve ontem na cidade para regularizar as duas situações e dar prosseguimento às obras.

Segundo o secretário municipal de Turismo, Wellington Rondon, a equipe informou que a cobertura será toda pré-moldada, com fabricação das estruturas em Cuiabá. “Houve ajustes no projeto e começaram a fabricação”, disse o secretário, conforme as informações que recebeu.

Equipe da empreiteira responsável pelas obras avalia adequações no projeto do Centro de Eventos (Foto: SEDEC/SEADTUR).

Outro problema que forçou a paralisação temporária das obras – segundo informações repassadas pelo secretário de Indústria e Comércio do município, Silvio Sommavilla – diz respeito a divergências funcionais com um colaborador, que acabou sendo substituído pela empreiteira.

Obra

O Centro de Eventos de Tangará da Serra está sendo construído pelo Governo do Estado de Mato Grosso, através da SEDEC/SEADTUR, com recursos do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Turismo (PRODESTUR), via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Novela

Com projeto concebido e aprovado em 2012 e obras iniciadas em 2016, o Centro de Eventos de Tangará da Serra teve suas obras paralisadas por diversas vezes, seja por ineficiência e atrasos nos repasses do governo à empresa responsável, seja por problemas técnicos das empreiteiras.

Desta vez, a paralisação foi motivada por necessidade de ajustes no projeto, mas terão continuidade.

Estrutura

O Centro de Eventos representará uma nova fase para Tangará e região no turismo de negócios. Os grandes eventos voltados a qualquer setor (agropecuária, indústria, tecnologia, serviços, educação, meio ambiente, etc.) proporcionarão fluxos importantes de visitação aos pontos turísticos existentes no município.

Com uma área física projetada de 3,8 mil metros quadrados e capacidade para comportar até oito eventos simultâneos, o Centro de Eventos terá estrutura interna com ilhas de WC, cozinha, varanda de serviços, depósitos, dependência administrativa, área para carga e descarga e espaço para câmara fria. Haverá, também, uma área externa de 9 mil metros quadrados para eventos como o Carnaval e outros de grande porte. O estacionamento contará com cerca de 450 vagas.

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A gestão do espaço e a captação de eventos deverá ser de responsabilidade um ‘convention bureau’, espécie de autarquia formada por representantes do trade turístico e do poder público.

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