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Economia & Mercado

Caixa tem R$ 12 bilhões para custeio do Agro, mas demanda poderá ampliar oferta

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O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta segunda-feira em evento online com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que o banco ofertou R$ 12 bilhões para o pré-custeio da safra 2021/22.

O montante já estava disponível ao setor em dezembro do ano passado e, segundo o executivo, R$ 8 bilhões já foram concedidos a agentes do setor, por meio de linhas do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e outras para produtores de maior porte. “Até o começo de abril, acredito que já teremos emprestado os R$ 12 bilhões. Se houver mais demanda, poderemos empresar R$ 13, R$ 14, R$ 15, R$ 16 bilhões”, afirmou Guimarães no evento de anúncio do custeio antecipado para o agronegócio.

Dos R$ 12 bilhões, R$ 8 bilhões foram alocados para custeio e R$ 4 bilhões para investimentos. Para custeio, as taxas de juros do Pronaf são de 2,75% ao ano; do Pronamp, 4% ao ano, e demais produtores, 5% ao ano, conforme informado pelo executivo durante o anúncio. Durante o evento, Guimarães destacou o crescimento da carteira do banco no último ano. Entre janeiro e dezembro, o montante aumentou 73% em relação a 2019, chegando a R$ 7,7 bilhões. Em fevereiro, a carteira atingiu R$ 8 bilhões.

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O presidente da Caixa chamou a atenção, ainda, para o fato de que a instituição financeira está retomando a concessão de dinheiro com recursos obrigatórios (porcentual de depósitos à vista e de poupança que os bancos compulsoriamente destinam para financiar o setor rural) e que olhará com maior atenção também para os pequenos. “A Caixa até então não tinha foco no pequeno produtor, o que essa gestão considera inaceitável”, afirmou Guimarães.

Além disso, Guimarães anunciou que a Caixa se prepara para abrir 21 agências dedicadas ao agronegócio, com estrutura e equipes exclusivas para o atendimento de produtores rurais. Ele detalhou que dez delas estarão localizadas no Centro-Oeste, cinco no Sudeste, três no Nordeste e três no Sul. “Estamos abrindo agências tanto em cidades com 22 mil habitantes, que é o caso de Canarana (MT), como em municípios maiores, de 242 mil habitantes, como Rio Verde, em Goiás”, comentou Guimarães.

Com a expansão e o reforço na oferta de recursos ao setor, o objetivo é chegar ao fim de 2022 com uma carteira próxima de R$ 40 bilhões, ante cerca de R$ 8 bilhões atualmente. “Isso representaria aumento de dez vezes em comparação a janeiro de 2019, quando essa gestão começou”, afirmou o executivo.

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Guimarães reforçou os planos de dar atenção especial aos pequenos produtores. “Não faremos uma expansão atabalhoada, mas cresceremos continuamente. Teremos participação de 30% (no mercado de crédito rural)? Não. Mas seremos relevantes para os mais carentes e, aí sim, chegar a 25%, 30% (de participação de mercado)”, afirmou.

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Economia & Mercado

Diesel e gasolina ainda sem alíquota reduzida de ICMS; Altas em 2021 chegaram a 44%

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A gasolina e do diesel em Tangará da Serra ainda estão sendo comercializados com incidência de alíquota de 25% e 17% de ICMS, respectivamente.

Os preços já com as alíquotas reduzidas de 23% e 16% serão praticados somente após as primeiras aquisições de cargas pelos postos de combustíveis. A informação foi levantada pelo Enfoque Business junto a estabelecimentos.

A redução de 2% na alíquota de ICMS representará de R$ 0,10 a R$ 0,14 a menos no preço do litro da gasolina nas bombas, assim que passar iniciar a comercialização dos novos estoques.

Desde o último sábado (01/01/2022) vigora o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) implementado pelo Governo de Mato Grosso sobre a energia elétrica, a comunicação, o gás industrial, a gasolina e o diesel.

As reduções das alíquotas estão determinadas pela Lei Complementar nº 708, sancionada pelo governador Mauro Mendes em dezembro.

No país

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum subiu 44,3% e o do diesel, 44,6%, nos postos de combustíveis do país em 2021.

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A gasolina começou o ano, em janeiro passado, com o valor médio de R$ 4,622 enquanto o diesel estava em R$ 3,696 o litro. Em dezembro, os combustíveis fecharam o ano com uma média de R$ 6,670 e R$ 5,347 respectivamente.

O preço dos combustíveis foram um dos principais motivos para a alta da inflação em 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) terminou 2021 com alta de 10,42%, valor quase três vezes acima da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%.

Só em dezembro, a alta do IPCA-15 foi influenciada, principalmente, pelos preços dos combustíveis (+3,4%) e, em particular, da gasolina (+3,28%). Além disso, os preços do etanol (+4,54%) e do óleo diesel (+2,22%) também subiram, embora as variações tenham sido menores que as do mês anterior (7,08% e 8,23%, respectivamente).

(Redação EB, com informações de R7)

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