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Bloqueio segue em Tangará da Serra e poderá aumentar restrições a partir de amanhã

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Segue o bloqueio dos caminhoneiros iniciado ontem à tarde, na MT-358, no Trevo da Melancia, em Tangará da Serra. A barreira permite apenas a passagem de ambulâncias, carros oficiais, carros de passeio, ônibus, transporte de medicamentos, oxigênio e cargas vivas e perecíveis.

(Veja, ao final do texto, imagem do ofício encaminhado pelos manifestantes, comunicando o bloqueio à PM)

Até o meio-dia desta quinta-feira, cerca de 50 caminhoneiros participavam do bloqueio. Segundo as lideranças do grupo, ainda são aguardadas orientações da central do movimento, em Brasília. A tendência é ampliar, a partir das 06h00 desta sexta-feira, as restrições e permitir somente a passagem de casos prioritários, como ambulâncias, carros oficiais e medicamentos. “Fazemos isso por nós, caminhoneiros, e por todo a sociedade”, disse uma liderança, citando o apoio de produtores rurais e de empresários.

Tendência é pela ampliação das restrições no bloqueio a partir da manhã desta quinta.

Na pauta de reivindicações do movimento se alinha ao Movimento Verde Amarelo, e questões ligadas diretamente ao setor de transportes.

Além da pauta do Movimento Verde Amarelo – que inclui a destituição do ministro Alexandre de Moraes – os caminhoneiros questionam o poder público no âmbito do governo do Estado, ante as tarifas de pedágio que serão cobradas em quatro praças no trecho desde a localidade de Itanorte, no alto da Serra dos Parecis, até o entroncamento da BR-163, em Jangada.

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As cobranças também são direcionadas, na esfera estadual, quanto ao ICMS sobre o óleo diesel, pneus e peças de reposição para caminhões. “Não estamos mais aguentando abastecer no posto e, daqui a pouco, vamos pagar R$ 7,90 por eixo em cada praça de pedágio para termos que tipo de estrada? Hoje temos uma estrada boa daqui para Cuiabá?”, questionou um dos caminhoneiros presentes no bloqueio.

Posicionamentos

Não há posicionamento oficial das entidades de classe do setor empresarial – como ACITS e CDL – sobre o bloqueio. Já a Associação dos Proprietários de Caminhões de Transportes de Tangará da Serra (APCTTS) garante suporte aos integrantes do movimento enquanto entidade de classe. “Estamos acompanhando o movimento em Tangará da Serra. A Associação não está à frente do bloqueio, e sim os caminhoneiros. Mas a entidade tem um compromisso com os caminhoneiros e dá um suporte a eles, com água, alimentação, informações. Somos parceiros da comunidade, do Estado e do País, assim como somos parceiros para dar suporte aos trabalhadores que estão no Trevo da Melancia”, disse o presidente da APCTTS, Edgar Laurini.

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Federais

O governo federal anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (09), que não há mais registro de bloqueios de rodovias federais por parte de caminhoneiros que deflagraram movimento em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, ontem (8).

Porém, em meio à mobilização do Palácio do Planalto, com a participação pessoal do presidente Jair Bolsonaro para convencer os manifestantes a liberar as rodovias ao redor do país, 13 estados ainda registram concentrações de motoristas e veículos em vias administradas pela União. As informações constam no mais recente informe do Ministério da Infraestrutura, feito com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

(Abaixo, imagem do ofício encaminhado pelos manifestantes, comunicando o bloqueio à PM)

 

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Brasnorte: Ação na Justiça requer devolução de área e indenização de R$ 10 milhões da JBS

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O não cumprimento de um acordo entre uma indústria frigorífica e o município de Brasnorte (600 km de Cuiabá) está resultando numa batalha judicial. O município de Brasnorte entrou com uma ação contra a JBS para revogação de doação com pedido de reversão do imóvel.

O motivo seria o não cumprimento de atividade econômica de um frigorífico instalado pela empresa, que estaria operando com apenas 10% da capacidade, frustrando as expectativas do município de fomento à economia quando da doação da área.

Segundo o prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari, a verdadeira intenção do pedido é que o frigorífico cumpra sua finalidade.

A ação inclui, ainda, multa de R$ 500 mil reais e R$ 10 milhões em indenizações por danos morais.

Segundo o prefeito de Brasnorte, Edelo Marcelo Ferrari (DEM), a verdadeira intenção do pedido é que o frigorífico cumpra sua finalidade, que é de realizar os abates previstos, gerar emprego e trazer renda para o município. “Nós também temos muito dinheiro investido naquela área, tendo em vista que o município fez toda a terraplanagem além da doação do terreno. Então, mais do que justo seria funcionar e isso não está acontecendo”, explica Ferrari.

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Desapontamento

Para o presidente do Sindicato Rural de Brasnorte, Cleber José dos Santos Silva, a classe produtora está muito desapontada com a subutilização da planta instalada no município e concorda com a ação imposta pela prefeitura para o cumprimento do TAC. “Hoje nós temos uma pecuária maior e mais forte, fartura de pasto – com a integração de agricultura e pecuária, temos mais de 400 mil cabeças de gado e condições para instalar grandes frigoríficos e confinamentos porque temos uma abundância de grãos dentro do nosso município. Então nós cobramos que haja a responsabilidade do frigorífico de cumprir com este compromisso que ele tem com nosso município ou então deixar a oportunidade para que outras empresas possam explorar o potencial que temos aqui em Brasnorte”, esclareceu Cleber.

(Fonte: Agronews; foto: prefeitura de Brasnorte)

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