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Saúde Pública

Barra do Bugres: Pandemia, falta de hospital e quadro limitado coloca saúde em cheque

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Um dos principais municípios da região sudoeste de Mato Grosso pode estar diante de uma crise sem precedentes na saúde pública neste início de 2022.

Barra do Bugres se encontra numa situação delicada, já que não dispõe de nenhum hospital, seja público ou privado. Para atender a grande demanda de pacientes com sintomas respiratórios, o município conta apenas com uma unidade de Pronto Atendimento (PA, foto do topo), que dispõe de quatro plantões, com quatro profissionais de enfermagem e dois médicos.

Situação da saúde pública em Barra do Bugres foi tema de reuniões com vereadores e CMS.

Para internações de pacientes em observação, o município se vale do próprio PA, onde há seis leitos ocupados. Porém, caso seja necessário internações em UTIs, o município dependerá de vagas em Cuiabá e/ou Tangará da Serra.

As dificuldades aumentam na medida em que, além do recrudescimento da pandemia Covid-19 e os surtos de Influenza H3n2, o município também corre o risco de assistir a um aumento dos casos de Dengue, Zika e Chikungunya, como vem acontecendo em todo o estado.

Prefeita Azenilda busca alternativas para enfrentar situação delicada na saúde pública.

Sem hospital, Barra do Bugres se obriga a encaminhar gestantes para partos em maternidade no município vizinho de Arenápolis, o que significa, também, aumento de custos.

Diante deste quadro, a prefeita Maria Azenilda Pereira (MDB) busca alternativas. Uma das medidas será a contratação de mais seis profissionais técnicos em enfermagem para desafogar o atendimento na UPA.

A prefeita promoveu, ontem (segunda, 17) reunião com os vereadores, sendo a saúde pública o principal tema. A contratação de profissionais para o atendimento à população no PA foi uma das pautas. Os novos profissionais serão contratados após aprovação de projeto de lei pelo Legislativo, o que deverá acontecer ainda este mês.

Noutra reunião, a gestora discutiu com o Conselho Municipal de Saúde a reinstalação da maternidade do município (que antes funcionava junto ao extinto hospital regional). Este processo, porém, levará mais tempo – de 60 a 90 dias – em razão dos trâmites burocráticos e procedimentos técnicos.

Quanto à reabertura do hospital municipal, a municipalidade já dispõe de uma verba de R$ 6 milhões em conta vinculada, mas depende do governo do Estado para o início das obras.

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Saúde Pública

Com URA desativada, atendimentos Covid serão nas USFs; Pacientes de UTI serão removidos

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Os pacientes com sintomas de Covid-19 em Tangará da Serra deverão procurar as unidades de saúde da família (USFs, foto topo) para atendimento, e não mais a Unidade Respiratória Ambulatorial (URA), que funcionava no Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito e agora está desativada.

A medida, anunciada no início da semana pela Secretaria Municipal de Saúde, atende a portaria assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que revoga decreto que estava em vigor desde fevereiro de 2020. Assim, fica declarado o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) motivada pela pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com a desativação da URA, atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia.

Contudo, os serviços de atendimento de casos relacionados à Covid-19 não deixarão de ocorrer. “A partir de agora os atendimentos passam a ser descentralizados, com os casos leves atendidos nas USFs e os casos mais graves na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, informou à imprensa local a secretária municipal de Saúde, Gicelly Zanata.

Ainda segundo a secretária, nos casos que exigirem internação do paciente em UTI, estes serão removidos para as unidades ainda mantidas pelo Estado, na região metropolitana de Cuiabá.

A desativação das unidades exclusivas para atendimentos de casos de Covid-19 ocorre em todo o país, conforme determina a mesma portaria do Ministério da Saúde. A decisão leva em consideração, também, o número de atendimentos, que hoje é de apenas 1 a 2 casos diários, em média.

Com a desativação da URA, o atendimento no Hospital Municipal volta à normalidade de antes da pandemia. “Essa entrada do Hospital Municipal volta a ser fluxo para a entrada e saída de acompanhantes, visitas dos pacientes, marcar exames para aqueles que não estão na UPA, o eletivo”, acrescenta Gicelly Zanata.

A secretária observa, ainda, que a partir de agora outras áreas serão priorizadas. “Agora nosso foco é instalar o Centro Cirúrgico e UTI, para que nosso hospital comece a fazer cirurgias, sem precisar levar pacientes para outras cidades”, conclui.

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