conecte-se conosco


Política & Políticos

Barra do Bugres: Divino tem mandato cassado; Azenilda Pereira, do MDB, assumirá prefeitura

Publicado

O que se já mostrava inevitável se confirmou na tarde-noite desta sexta-feira (17.12), em Barra do Bugres. O prefeito Divino Henrique Rodrigues (PDT, na foto acima, ao centro, de camisa verde) teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal, em sessão extraordinária que perdurou por cerca de 19 horas.

Dos 13 vereadores votantes, 12 foram favoráveis à cassação e apenas um – Ivonílson Pereira Prado, popular “Pepe Motorista” (PSB) – foi contrário.

Com a perda de cargo por Divino Henrique, o cargo máximo do poder público municipal de Barra do Bugres será assumido pela vice-prefeita Maria Azenilda Pereira, do MDB. Azenilda será notificada para tomar posse logo após comunicado da Câmara à Justiça Eleitoral da cassação de Divino. A posse, segundo informações extraoficiais, acontecerá na próxima segunda-feira (20).

Rito

Câmara iniciou a sessão histórica às 13h00. O auditório do plenário ficou lotado pelos munícipes, com a Polícia Militar fazendo a segurança externa com vários agentes e viaturas.

Sessão na Câmara de Barra do Bugres teve apoio da PM para segurança.

Divino foi acusado de ferir a Lei Orgânica, cometendo infração político-administrativa por exercer o cargo de médico em serviço público remunerado no município vizinho de Alto Paraguai, ao mesmo tempo em que ocupava o cargo de prefeito em Barra do Bugres.

Leia mais:  Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

A vereadora Cleide Rodrigues (PP), que secretariou os trabalhos da CP na mesa diretora, fez a leitura por quase cinco horas das peças da defesa de Divino e, também, das atas e demais peças da acusação.

Auditório da Câmara de Barra do Bugres ficou lotado para a sessão.

Na sequência, houve a defesa oral, quando o próprio Divino subiu à tribuna para falar em sua defesa. “Acredito em Deus… Trabalhei pensando em Barra do Bugres, estou aqui, de peito aberto, de cabeça erguida… Peço que cada um dos vereadores vote de forma consciente”, disse.

O gestor, agora cassado, deu a entender de que recorrerá na Justiça. “Aprendi na vida que não se deve desistir. E não vou desistir”, anunciou.

Na sequência, o advogado de defesa do prefeito, Reinaldo Lorençoni Filho, defendeu a tese de que Divino não cometeu ilícitos, nem exerceu cargo em Alto Paraguai. O jurista citou as dificuldades de um primeiro ano de mandato no Executivo. “Divino não tinha cargo em Alto Paraguai (…) Em minha vivência no setor público, posso dizer que já passamos por isso aqui em Barra do Bugres, nos primeiros anos dos mandatos, mas nunca chegou a esse ponto. O primeiro ano é de ajustes na administração”, defendeu.

Leia mais:  Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

Após a defesa oral do prefeito, os vereadores se pronunciaram, um a um, sobre seus votos, ficando o placar final em 12 votos contra um. Foi a primeira vez que um prefeito de Barra do Bugres teve seu cargo cassado pela Câmara Municipal.

Outros processos

Divino Henrique Rodrigues também foi cassado por outra comissão processante, por  fraude na comissão de licitação (substituição de membros já designados por outros com cargo de confiança)  e o não atendimento aos requerimentos da Câmara.

Neste processo, Divino sofreu um revés de 10 votos favoráveis de vereadores. Outros dois vereadores faltaram à sessão e um se absteve.

(Colaboraram: Rubens Leite e Armando Oliveira – Barra do Bugres)

publicidade

Política & Políticos

Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

Publicado

A representatividade política é condição fundamental para o desenvolvimento de uma região, sendo vetor de investimentos governamentais e na implementação de políticas públicas. É isso que estará em jogo nas eleições de 02 de outubro, quando os cidadãos elegerão o presidente da República, o governador do Estado, além de senadores, deputados federais e deputados estaduais.

O pleito deste ano será, portanto, decisivo para os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.568 municípios brasileiros no decorrer dos próximos quatro anos.

Em Mato Grosso, a disparidade na representação das regiões é refletida no aporte de recursos. “O peso da representatividade política é medido principalmente no momento da distribuição de recursos pelas esferas de governo”, diz o pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Edilson Sampaio, de Tangará da Serra.

Edilson colocará seu nome na convenção do partido Republicanos (10), entre 20 de julho e 05 de agosto. Ele, que é contabilista, presta serviços em função de superintendência a associações de produtores da região conveniadas com o governo do Estado para a realização de obras de pavimentação nas rodovias MT-240, MT-339 e MT-358 (Chapadão do Rio Verde). Tem, por isso, grande conhecimento dos caminhos e do funcionamento do governo mato-grossense.

Edilson, com secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, e o deputado Valmir Moretto: “Representatividade política tem peso na distribuição de recursos e obras públicas”.

Sampaio destaca que, nas duas últimas semanas, o governador Mauro Mendes percorreu grande parte do estado assinando convênios e lançando obras. Nestas ocasiões, Mendes anunciou recursos de R$ 251,9 milhões para Tangará da Serra e outros sete municípios da região anexa. Ao mesmo tempo, a região conhecida como ‘Eixo da BR-163’ recebeu R$ 473 milhões em obras e convênios destinados pelo Paiaguás. “É possível perceber, aí, as vantagens da organização política de uma região”, observa, lembrando que os municípios do ‘Eixo 163’ é base para pelo menos quatro deputados que atuam na Assembleia Legislativa, enquanto Tangará e região anexa contam com apenas um representante no parlamento de Mato Grosso.

Leia mais:  Edilson Sampaio: Representatividade é decisiva para o desenvolvimento e aporte de recursos

O pré-candidato cita, ainda, a importância da representatividade na esfera federal. Ele destaca a atuação do deputado federal Juarez Costa, da região de Sinop, que entre 2020 e este ano foi responsável por mais de R$ 50 milhões em emendas ao Orçamento Geral da União (OGU), valor destinado em quase sua totalidade aos municípios de sua base eleitoral.

Para Tangará da Serra e região, Juarez Costa não destinou um centavo sequer em emendas federais. Além de Juarez Costa, a região do ‘Eixo 163’ elegeu Neri Geller, de Lucas do Rio Verde, como deputado federal. Geller incluiu no OGU mais de R$ 46 milhões (valores empenhados até o momento) entre 2020 e este ano de 2022. Deste montante, o parlamentar de Lucas do Rio Verde destinou, ao longo do período, apenas R$ 515 mil a Tangará da Serra.

Nos valores citados não estão incluídas as emendas de bancada.

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana