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Cidades & Geral

Avenida Ismael: Munícipes reclamam de más condições; Sinfra licitará obras até abril

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Uma das principais avenidas de Tangará da Serra precisa de revitalização. Asfalto desgastado e com muitos buracos em toda extensão, bueiros degradados, galerias de águas pluviais entupidas e consequentes alagamentos, são os principais problemas verificados na Avenida Ismael José do Nascimento.

As más condições são apontadas pelos usuários e empresários estabelecidos ao longo da importante via, principalmente no trecho compreendido entre as avenidas Tancredo Neves e Lions Internacional. “Não precisa chover muito pra alagar… Os bueiros estão entupidos”, disse um comerciante que mantém uma loja de autopeças no trecho da avenida na altura do Jardim Califórnia.

Motoristas também reclamam das condições da avenida. “É muito buraco e quando chove não tem como escapar deles”, disse um condutor, que trafega diariamente pela avenida.

Histórico

A avenida Ismael José do Nascimento, popular Rua 01, teve sua duplicação e pavimentação completadas no segundo mandato do prefeito Jaime Muraro, em 2001/2002.

Nos anos de 2007 e 2008, na administração de Júlio César Ladeia, a avenida recebeu galerias de águas pluviais e rede coletora de esgoto. As obras obrigaram o corte do asfalto, causando grandes transtornos e deixando marcas e defeitos na pista até os dias de hoje.

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Cronograma

Em contato com a redação do EB, o secretário municipal de Infraestrutura, Marcos Scolari, disse que a recuperação da avenida consta no cronograma de obras do município, já com projeto concluído e certame licitatório previsto para abril.

Secretário Marcos Scolari: Obras na Ismael serão licitadas até abril.

Segundo Scolari, haverá o recapeamento da pista de quem trafega no sentido Lions-Tancredo. A outra pista, no sentido Tancredo-Lions, primeiro receberá rede coletora de esgoto para, depois, receber uma nova capa asfáltica.

A boa condição financeira da prefeitura local permitirá o custeio das obras sem necessidade de buscar recursos conveniados com outras esferas de governo, fazendo uso, tão somente, de recursos oriundos de superávit. A previsão, segundo Scolari, é que as obras sejam licitadas ainda neste semestre, antes de expirar o prazo fixado pela Justiça Eleitoral em razão das eleições deste ano.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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