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Saúde Pública

Após enquadramento em ‘Risco Muito Alto’, município discutirá medidas sem fechamento do comércio

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A reclassificação de Tangará da Serra como município sob ‘Risco Muito Alto’ de contaminação pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) levará o município a discutir com o governo estadual as medidas a serem adotadas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

O enquadramento em risco muito alto obriga o município à determinação de quarentena por 10 dias, segundo decreto do governo estadual.

Segundo o prefeito Vander Masson, a Procuradoria da municipalidade já tem pronta uma proposta de adoção de um conjunto de medidas de prevenção à Covid-19 sem, contudo, promover o fechamento do comércio e de outros setores da economia. A proposta é nos moldes da capital, Cuiabá, onde o comércio segue funcionando a partir da definição de 54 atividades consideradas essenciais à economia. “Entendemos que podemos fazer como Cuiabá e acreditamos que o governo acatará a nossa proposta (…) Não há porque termos tratamento desigual”, disse, em entrevista à rádio Serra FM, agora pela manhã.

Vander: “Entendemos que podemos fazer como Cuiabá e acreditamos que o governo acatará a nossa proposta (…) Não há porque termos tratamento desigual”.

A proposta será apresentada ao governo em audiência remota a ser realizada nas próximas horas. Em meio à proposta constará pedido aos supermercados para extensão do horário de atendimento, visando, com isso, tornar mais esparsa a presença de clientes nestes estabelecimentos.

O município também apresentará na audiência remota argumento embasado no Decreto Federal 10.282/2020, que define as atividades consideradas essenciais tanto no setor público como no setor privado. “Claro que vamos exigir que os cuidados sejam redobrados”, afirmou o gestor, dando a entender que haverá rigorosa fiscalização, com aplicação de penalidades.

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Risco Muito Alto

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou ao final da tarde de ontem (terça, 06), o Boletim Informativo n° 394 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento mostra, na página 10, Tangará da Serra como um dos 39 municípios que registram classificação de risco muito alta para o coronavírus. Além de Tangará, os município nesta classificação são: Alta Floresta, Alto Paraguai, Barão de Melgaço, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Cláudia, Colíder, Diamantino, Guaratã do Norte, Jangada, Juara, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Mirassol D’ Oeste, Nova Nazaré, Novo São Joaquim, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Planalto da Serra, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto Estrela, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Santa Terezinha, Santo Afonso, São José do Povo, São José do Xingu, Sapezal, Sinop e Torixoréu.

Outras 102 cidades estão classificadas na categoria de risco alto para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado para a Covid-19.

Determinações do Governo

  1. a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
  2. b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
  3. c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades.
  4. d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
  5. e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;
  • 1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
  • 2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
  • 3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.
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Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Veja link com Boletim 394:

http://www.mt.gov.br/documents/21013/0/Painel+Epidemiol%C3%B3gico+394/7001038a-9c06-bc6b-3dc9-c753a28f40a8

 

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Saúde Pública

Mendes diz que todos acima de 30 anos poderão ser vacinados se Anvisa aprovar Sputnik V

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que se a vacina Sputnik V for aprovada pela Anvisa, e as 1,2 milhão de doses compradas ficarem em Mato Grosso, poderão ser vacinados todos os mato-grossenses com mais de 30 anos de idade em apenas quatro meses. Mendes ainda disse que o Programa Nacional de Imunização (PNI) não tem cumprido os contratos e há um “cheiro” de diminuição de chegada de vacinas Coronavac e Astrazeneca nas próximas semanas.

Recentemente, Mauro participou de uma reunião na Anvisa, mas ficou frustrado com o resultado, que não foi efetivo. A compra das doses da Sputnik V deve ser feita por meio do Consórcio da Amazônia e, no total, seriam 37 milhões de doses para o Brasil. Estas doses ficam nos estados apenas se o Governo Federal não pagar pelas vacinas. Outra diferença em relação à Coronavac e à Astrazeneca se dá na própria forma da vacina, visto que ela é feita de adenovírus e tem dois componentes. Desta forma, as 1 milhão e 200 mil doses que chegariam a MT poderiam imunizar 1,2 milhão de pessoas.

“O Maranhão já entrou no Supremo, o Supremo deu aquela decisão dizendo que até dia 28 se a Anvisa não liberar, estará automaticamente liberado. Nós vamos aderir a essa liminar se for preciso, mas nós acreditamos que é possível cumprir aquilo que a Anvisa deseja e é necessário. Essa vacina, está amplamente divulgado na mídia, já tem 52 países que está usando, as pesquisas mostram que ela tem um dos maiores índices de eficiência de todas as vacinas, então não teria porque, mas a gente acredita que o bom senso vai imperar e vai ser liberado, são 37 milhões de vacinas”, afirmou Mauro.

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“Então imagine isso em Mato Grosso? A gente vacina até 30 anos de idade, praticamente todo mundo. Rapidamente. Estava programado uma entrega de 4 milhões em abril, depois em maio, junho e julho, em quatro meses chegaria isso, 37 milhões de brasileiros seriam vacinados, porque ela trabalha com adenovírus, então primeiro componente é o adenovírus 26 e o segundo componente é o adenovírus 5, não é igual a Coronavac que é duas doses da mesma vacina. São dois componentes. Você toma o primeiro e depois toma o segundo, então compramos 1 milhão e 200 mil doses do componente A e B, então é para 1 milhão e 200 mil pessoas”, completou o governador.

Atraso no PNI

Se com a Sputnik a vacinação seria rápida e para diversas faixas etárias, por outro lado Mauro se mostrou preocupado com a entrega da Coronavac e a Astrazeneca, especialmente esta última. “Mês passado não foi cumprido aquilo que estava programado. O Butantan cumpriu o que estava programado, a Fiocruz não cumpriu, esse mês o Butantan encerra o primeiro contrato que era de 46 milhões de doses, daí deve começar o outro contrato, mas era para o segundo semestre, então está no ar um cheiro de redução de chegada de vacinas pelo PNI”, lamentou.

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“Aquilo que estava programado pelas outras não aconteceu, da Covax Facility, então as informações não são oficiais, mês passado furou, nesse mês estamos muito na mão da Friocruz, porque ela que seria a grande entregadora, deveria ser a grande entregadora esse mês da Astrazeneca, mas de prático na semana passada chegou 50 e poucas mil doses novas aqui em Mato Grosso”, finalizou o governador.

(Fonte: Folha Max/Notícia dos Municípios)

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