TANGARÁ DA SERRA

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Aliança de PP e PSD ao PT de Lula coloca ruralistas do MT em consonância com o MST

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A aliança do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) e do deputado federal Neri Geller (PP) ao PT do ex-presidente e presidenciável Lula não está sendo bem ‘deglutida’ por grande parte do eleitorado mato-grossense e poderá trazer sérias implicações às carreiras políticas de ambos, além de comprometer candidaturas de correligionários à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

Carlos Fávaro e Neri Geller coordenarão a campanha do ex-presidente Lula à presidência da República. Assim, o fato de Fávaro e Geller se apresentarem como ruralistas, além de sugerir incoerência, destoa da realidade incontestável de que, ao aliarem-se ao PT e a outras siglas de esquerda, também indiretamente associam seus partidos – o PSD e o PP – a movimentos mal vistos na sociedade, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que sempre representou uma ameaça às propriedades rurais com seu histórico de grilagens de terras, invasão e destruição de fazendas. O MST, só para relembrar, recentemente vandalizou a sede da Aprosoja, em Brasília.

A reação contrária do eleitorado também poderá levar de arrasto pré-candidaturas como a de Reck Junior, ruralista de Tangará da Serra que colocará seu nome nas convenções do PSD para disputar uma vaga na ALMT. Ou seja, apesar da democracia, mas também em razão da atual polarização da política no País, será difícil para um postulante a cargo público com origem ruralista conviver com o estigma da esquerda nas eleições de 02 de outubro.

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Reação

A incoerência da aliança dos dois partidos ao PT já rendeu manifestações contrárias nas redes sociais.

Segundo publicado pelo site Mídia News, pouco depois de anunciarem que estarão juntos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT em Mato Grosso, o deputado federal Neri Geller (PP) e o senador Carlos Fávaro (PSD) já foram alvos de duras críticas.

Neri recebeu críticas severas na maioria dos quase 300 comentários recebidos, principalmente de seguidores de Lucas do Rio Verde e da região Norte do Estado, principal base eleitoral de ambos.

“Vergonha falar que esse cara é da nossa cidade. Não me representa, não representa o agro. Só mostrou quem sempre foi, esquerdalha à sua casa retorna. Nunca votei em você e agora sou mais um para fazer campanha contra”, escreveu uma internauta de nome Regiane.

Outro usuário do aplicativo, identificado como Tony Cozendey, disparou: “Uma vergonha essa aliança! Caminhará com quem apoia o MST. Incoerência! Certamente o #agro você não representa”.

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Ainda segundo a publicação do Mídia News, a linha dos comentários dirigidos a Fávaro foi a mesma: “Meu voto é só um, mas você jogou no lixo. Mas terá próximas eleições, pode deixar”, reclamou Letícia A.

“Ladeira abaixo. Tinha meu voto e da minha família. Agora quantos eu puder converter para não votar nessa aliança será uma eterna satisfação. Até Carlos Fávaro, que sempre teve minha admiração? Lamentável.”, reclamou Willian Abrahao.

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Polarização: Tangará tem 14 candidatos a estadual e federal divididos entre direita e esquerda

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Na eleição mais polarizada da história do país, candidatos de direita e de esquerda travarão duros embates nas disputas pelos cargos majoritários e proporcionais.

A disputa mais ferrenha é a presidencial, onde o atual mandatário do País, Jair Bolsonaro (PL), tenta a reeleição na condição de direita conservadora. Na outra extrema, está o ex-presidente Lula, do PT, da extrema esquerda, com projeto de implantação de um regime comunista no Brasil.

De forma menos acirrada, direitistas e esquerdistas se enfrentam nos estados. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes tenta a reeleição pelo partido União Brasil, legenda com origens de partidos de direita (DEM e PSL). Márcia Pinheiro, do PV, representa a esquerdista federação liderada pelo PT e que conta, ainda, com o PCdoB. PSD, PP e PSB completam a frente de esquerda.

O PSDB e o Cidadania formam uma federação de centro-esquerda. Nacionalmente, está alinhado com a candidatura da emedebista Simone Tebet, que tem como candidata a vice e tucana Mara Gabrilli. Em nível estadual, a tendência da federação é apoiar a candidatura de Márcia Pinheiro (PV) e, por isso, na prática, compõe o bloco de esquerda que tenta reconduzir o petista Lula à presidência.

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(*) Veja infográfico abaixo, com as candidaturas proporcionais

Registros

Importante salientar que as candidaturas, de modo geral, foram recentemente aprovadas em convenção e ainda precisam ser registradas até a próxima sexta-feira (12/08) para saírem do campo virtual para a condição de realidade.

Proporcionais – Direita

Nas candidaturas proporcionais, os candidatos de Tangará da Serra a deputados estaduais situados em partidos de direita ou centro direita são Edilson Sampaio e Rogério Silva, respectivamente do Republicanos e União Brasil, siglas de direita. Em legenda de centro-direita figura a vereadora Elaine Antunes, do Podemos.

(*) Veja infográfico acima, com as candidaturas proporcionais

Ainda na ala de direita, os candidatos tangaraenses a deputados federais aprovados em convenção são Wagner Ramos (União), Marcos Scolari (PL), Josenai Terra (PTB) e Nelson Ferreira (Democracia Cristã – DC).

Proporcionais – Esquerda

Ao centro esquerda figura como candidato a deputado estadual o vereador Sebastian Ramos, do Cidadania.

Em partidos com espectro político classificado como “centro”, figuram Dr. João (MDB) e Rui Wolfart (PSDB). O MDB é uma sigla hoje considerada centrista ou “pega-tudo”, no jargão popular. O partido tem origem no ano de 1966, quando polarizou com a extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA), ressurgindo com o resgate do pluripartidarismo na abertura democrática de 1980, época do presidente João Figueiredo.

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História parecida tem o PSDB, porém mais contemporâneo, com criação no ano de 1988 a partir dos ideais do ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Porém, por seu alinhamento com o Cidadania, o PSDB pode ser considerado dentro do espectro político de centro-esquerda.

Os candidatos tangaraenses a deputados estaduais que compõem o bloco de esquerda liderado pelo PT são Davi Oliveira (PSB) e Reck Junior (PSD). O líder maior do PSD em Mato Grosso, senador licenciado Carlos Fávaro, é coordenador da campanha de Lula no estado, daí o enquadramento da sigla na ala esquerdista.

Para deputados federais na frente de esquerda figuram dois tangaraenses: a advogada Karen Rocha (PSB) e a professora Francisca Alda, do PT.

 

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