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Cidades & Geral

Alerta: Região enfrenta estiagem severa; Umidade do ar reduzirá para até 11% nos próximos dias

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Depois da passagem de uma massa de ar de origem polar que derrubou as temperaturas na região e ajudou a melhorar a umidade, agora as temperaturas se elevam e a umidade do ar despenca no Centro-Oeste do país, fazendo a região entrar em estado de alerta, que é quando os índices ficam entre 11 e 20%.

Em Tangará da Serra, no sudoeste de Mato Grosso, nesta quinta-feira (08) a madrugada foi fria, com temperatura de 13°C, mas os termômetros deverão chegar aos 32 graus celsius ao longo do dia. O destaque, porém, fica justamente por conta da umidade relativa do ar, que deverá despencar aos 15% nas horas mais quentes do dia. Não há o menor sinal de chuvas para as próximas duas semanas.

A partir da semana que vem, a meteorologia indica que Mato Grosso vivenciará temperaturas mais elevadas, que poderão chegar aos 39°C, nas máximas, e 20°C nas mínimas.

O destaque negativo ficará, obviamente, por conta da baixíssima umidade relativa do ar. Na próxima terça-feira (13), o portal Clima Tempo indica que a umidade ficará na faixa crítica de 11% (veja ilustração abaixo) nas horas mais quentes do dia e, no máximo, 36% à noite. Este quadro climático deverá se manter, segundo o portal, ao menos até o próximo dia 22.

Fonte: Clima Tempo

Capital mais seca

Leia mais:  Meteorologia prevê onda de frio intenso no país; Tangará da Serra poderá ter mínimas de 5°C

Segundo os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nesta semana a capital mais seca do Brasil é Cuiabá, que registra uma secura intensa, com 11% de umidade relativa nas horas mais quentes, a partir do meio-dia.

O ponto mais crítico, porém, está reservado para Cuiabá na próxima semana, quando os termômetros deverão subir aos 39°C e a umidade ficará em apenas 10%.

Bloqueio e riscos

Esta conjuntura climática de altas temperaturas e baixíssima umidade do ar ocorre por força de um bloqueio atmosférico, que mantém a massa de ar seco sobre a região.

A umidade relativa do ar muito baixa, além de ser prejudicial para a saúde humana, também aumenta o risco para novos focos de queimadas, que passam a ser mais comuns a partir de julho.

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Cidades & Geral

Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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