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Agravamento da pandemia frustra setores da economia e novamente impede aulas presenciais

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O recrudescimento da pandemia do novo coronavírus está provocando uma nova série de medidas restritivas – após o pico do ano passado – e já começa a causar novos impactos negativos nos setores público e privado de todo o país.

Em Mato Grosso e Tangará da Serra não é diferente. O primeiro impacto que está sendo sentido é no setor público, justamente na área da saúde, que se vê às voltas com riscos de colapso com a lotação dos leitos de UTI’s e de enfermarias.

Quadro

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo município, os leitos de UTI estão com uma taxa de ocupação na ordem de 84,62%, enquanto as enfermarias contam com 70% de seus leitos tomados por pacientes com Covid-19.

O número de pessoas com sintomas da doença que procuraram as unidades de saúde das redes pública e privada também subiu nos últimos dois dias, totalizando 379 atendimentos.

Além disso, o município voltou a ser classificado como de ‘risco alto’ depois de deixar esse patamar em julho do ano passado. Com aumento no número de casos ativos – 106 no boletim veiculado nessa quarta, sendo 68 em isolamento e 38 internados -, a taxa de crescimento da contaminação (TCC) do município foi a 0,97%, o que deixa o município entre os 18 do estado com risco considerado ‘alto’.

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Setores

Na área educacional, o agravamento da pandemia forçou a suspensão das aulas presenciais nas escolas, que já tinha reiniciado pela educação infantil. De acordo com a portaria 001/2021, da Secretaria Municipal de Educação (Semec), as aulas presenciais foram suspensas.

Prefeito Vander Masson diz que recorrerá ao governo para tentar flexibilizar medidas.

No setor privado, os promotores de eventos, que buscavam junto ao poder público alternativas para retomada das atividades, veem seus planos frustrados. O sentimento entre os representantes do setor é de desolação em vista dos prejuízos já sofridos, que certamente serão ampliados em virtude da necessidade de manutenção da paralisação dos serviços.

Em outro segmento importante, bares, lanchonetes, restaurantes, choperias, pizzarias e estabelecimentos do gênero alegam evidentes prejuízos no decreto estadual 836/2021, que determina limitação do funcionamento até às 19h00 nos dias de semana e até às 12h00 aos sábados e domingos.

Outros setores – como o comércio e serviços – temem que se o avanço da pandemia não for contido, possa ocorrer a decretação de lockdown.

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Apesar do quadro preocupante, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (PSDB), declarou na manhã dessa quarta-feira que irá pleitear junto ao governador Mauro Mendes a flexibilização destes horários, porém, com mais rigor quanto às medidas de prevenção e distanciamento. “Vamos conversar com o governo. Já chamamos o deputado Doutor João para nos acompanhar nesta reivindicação. Mas não queremos nenhum confronto político e temos que compreender, também, que a situação da pandemia é grave. Nossos leitos de UTI estão praticamente lotados. Não podemos arriscar. Todos temos de ceder um pouco para estabelecermos um equilíbrio”, disse, em conversa com o Enfoque Business.

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Semec esclarece que aulas da rede municipal de ensino não terão retorno na segunda

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Mesmo com autorização de retorno constando em decreto (177/2021) a partir de segunda-feira (19), as aulas da rede pública municipal não retomarão suas atividades presenciais imediatamente.

Comunicado divulgado no início da tarde pela assessoria da prefeitura informa que o retorno das aulas acontecerá de acordo com o cronograma (datas e formato) estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semec).

(*) Ao final do texto, íntegra do comunicado da Semec.

Segundo esclarece o secretário municipal de Educação, Vagner Constantino Guimarães, não há como retomar integralmente as atividades presenciais na rede escolar municipal porque não há recursos humanos suficientes para tal. “Precisamos, antes, fazer o processo seletivo para contratação de profissionais”, disse.

O processo seletivo programado pela Semec foi suspenso a pedido do ministério público para readequações relacionadas à pandemia Covid-19 e, por isso, terá de ser refeito, o que levará cerca de 30 dias. “Não há condições de retornar na segunda-feira. Não temos profissionais para isso”, disse Constantino.

O secretário admite, porém, que deverá haver o retorno das atividades presenciais em alguns setores e turmas, como na educação infantil e parcialmente, nas primeiras séries do ensino fundamental. “Sabemos das necessidades que envolvem o aspecto social, a merenda escolar, e estamos definindo isso”, considerou.

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