conecte-se conosco

Economia & Mercado

Tangará da Serra: Coronavírus derruba vendas de combustíveis e redução de preços deverá ser tímida

Publicado

A Petrobras reduz a partir desta quarta-feira (25/03) em 15% o preço médio da gasolina em suas refinarias. O valor do diesel, por enquanto, será mantido. A redução ocorre em meio a um tombo dos preços de petróleo e derivados por impactos da expansão do coronavírus e de uma guerra de preços entre grandes produtores globais da commodity.

Com o novo corte, a queda acumulada de gasolina da Petrobras – responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil– somará cerca de 40% em 2020, de acordo com informações da petroleira. Na semana passada, estatal havia já reduzido o valor da gasolina em 12%. O preço do diesel, por sua vez, acumula recuo de aproximadamente 30% neste ano até o momento.

A redução acumulada, porém, está sendo pouco percebida nas bombas dos postos de combustíveis. Em Tangará da Serra, os preços praticados variam entre R$ 4,45 e R$ 4,69.

Um posto localizado na região da Cidade Alta confirmou a chegada de combustível recém adquirido com uma redução de R$ 0,09 nas bombas. Em razão da crise do coronavírus, o movimento de clientes decaiu de forma sensível no estabelecimento.

Efeito pandemia: Redução no consumo, isolamento das pessoas e restrição no horário de funcionamento impactam  comercialização.

Já num posto localizado no Jardim Itália, a proprietária Alessandra Wieczorek informou que as reduções no preço do litro da gasolina são automaticamente repassadas ao consumidor. “Vamos repassando conforme o preço que pagamos na compra do combustível. Vou comprar novamente neste sábado e a redução, se houver, será de acordo com o que for repassado pela companhia”, disse.

Leia mais:  Comércio e Serviços respondem por 79% do saldo de novos empregos em Tangará da Serra

A empresária revela, também, uma queda de 50% nas vendas em decorrência da pandemia COVID-19 e, também, pela redução de horário determinada através das medidas de prevenção da doença.

Em outro posto, no centro da cidade, há uma intensa conversação com a distribuidora, que não estaria repassando as reduções verificadas nas refinarias. “Sempre há uma desculpa. A distribuidora diz que a refinaria não repassou a redução, ou que há outros custos. Mas creio que esta última redução poderá representar, para nós, algo em torno de 12 ou 13 centavos no litro, não mais que isso”, disse o gerente Idomar de Souza Medeiros.

Muitos postos ampliaram suas compras para mitigar um provável desabastecimento. Enquanto estes estoques perdurarem, o preço da gasolina seguirá inalterado. “Não há como diminuir os preços enquanto não realizar uma nova compra”, completou Idomar, que revela uma queda acentuada nas vendas de até 80% em razão da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Num estabelecimento localizado na Rua 26, a informação é de apreensão com a queda no faturamento entre 70% e 80%. Além da redução no consumo provocada pelo isolamento das pessoas, a restrição no horário de funcionamento também influencia na comercialização e, obviamente, nos empregos. “Tínhamos sete frentistas, hoje estamos com três”, revelou um funcionário que preferiu não ver seu nome citado na matéria.

Leia mais:  Petrobrás anuncia redução no gás, mas monopólio e tributação impedem preço justo ao consumidor

Mercado ‘volátil’

Os preços do petróleo Brent já caíram cerca de 60% neste ano, sendo negociados ontem (terça-feira, 24) a cerca de 27 dólares o barril, com uma queda da demanda diante da pandemia de coronavírus e o aumento da oferta depois que a Rússia e a Arábia Saudita não chegaram a um acordo para reduzir a produção.

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, afirmou em entrevista à Reuters que a queda da gasolina no mercado internacional foi ainda mais brusca que a repassada pela Petrobras aos clientes, em um movimento que parece ser de cautela, uma vez que a companhia não tem como prever como o mercado se comportará nos próximos dias. “Tem ainda uma quantia boa represada de reajuste que dá para fazer, eu acho que a Petrobras vem adotando uma estratégia de suavizar o movimento, porque ela não sabe se o preço ‘rebota’ daqui a dois dias, o mercado está muito volátil.”, disse.

(Redação Enfoque Business, com Reuters)

publicidade

Economia & Mercado

Auxílio na crise: Caixa cadastrou 10 milhões de benefícios emergenciais em seis horas

Publicado

Em seis horas de funcionamento, a Caixa Econômica Federal finalizou o cadastro de 10 milhões de benefícios da renda básica emergencial, disse há pouco o presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo ele, ao considerar os eventuais pedidos rejeitados de quem não tem direito ao benefício, a expectativa é terminar o dia com 15 milhões a 20 milhões de trabalhadores cadastrados que começarão a receber o auxílio no dia 14.

Das 9h às 15h, as ferramentas de cadastramento da Caixa tinham enviado 15 milhões de SMS a trabalhadores que requereram o benefício. As mensagens pelo celular avisam se o trabalhador preenche os requisitos para ter direito ao auxílio de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras.

Segundo Guimarães, a página de cadastramento da Caixa tinha recebido 31 milhões de visitas individuais nas seis primeiras horas da inscrição. A loja do sistema operacional Android tinha registrado 6 milhões de downloads do aplicativo. A linha telefônica 111, disponível para prestar informações e tirar dúvidas, recebeu 330 mil ligações no mesmo período.

Leia mais:  Produção industrial cresce 0,3% de agosto para setembro

Segundo Guimarães, o site da Caixa chegou a cair por três minutos e tem enfrentado momentos de lentidão ao longo do dia. Ele pediu paciência aos trabalhadores e recomendou que eles não desistam do cadastramento.

“A gente conseguiu dar vazão ao investimento muito grande de todos. Peço desculpas se estiver lento. Porque hoje será, sem dúvidas, o dia de maior intensidade”, declarou. Segundo o presidente da Caixa, a expectativa é encerrar a semana com o cadastramento de 60% a 80% dos trabalhadores que tenham direito à renda básica emergencial.

Segundo o presidente do Dataprev, Gustavo Canuto, o governo empreendeu um grande esforço nas últimas semanas para levantar do zero um programa de ajuda emergencial para amenizar os efeitos da crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus. “Há um longo caminho entre o que está previsto no dispositivo legal até chegar à linha de código. Esta é uma operação, talvez a maior que tenha sido feita em tão pouco tempo e com uma monta de recursos tão alta, R$ 98 bilhões” declarou.

Leia mais:  Natal: Expectativa dos comerciantes varia entre 5% e 10% de incremento nas vendas

Saques

Pedro Guimarães ressaltou que, pela primeira vez, 30 milhões de brasileiros terão uma conta poupança digital de graça. Nessa primeira etapa, eles apenas poderão fazer transferências eletrônicas ou gastar o dinheiro no cartão de débito. No entanto, para o saque do dinheiro em agências, lotéricas e correspondentes bancários, o governo apresentará ainda hoje um cronograma que pretende evitar aglomerações em pontos de atendimento físico.

“Imaginem no dia em que realizarmos o pagamento, com 20 milhões de pessoas nas agências e nas lotéricas. Não vamos permitir isso”, declarou o presidente da Caixa.

(Fonte: Agência Brasil)

Continue lendo

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana